As miras laser podem ser, aparentemente, sua melhor aposta. Afinal,
qual é a dificuldade de se posicionar um ponto vermelho na testa de um
necrófilo? A desvantagem é a duração limitada da bateria. O mesmo ocorre
com as miras noturnas. Apesar de estes equipamentos permitirem tiros
certeiros a longas distâncias, propiciando que zumbis sejam alvejados depois
do pôr-do-sol, eles não passam de tubos pretos quando sua energia termina.
As miras convencionais, feitas de metal e vidro, são acessórios preferíveis.
E las podem não ser extravagantes e lhes falta a distinção dos artigos
eletrônicos, mas estes instrumentos básicos nunca deixarão seus usuários
desapontados.
AMPLITUDE E
PRECISÃO
Estudos
mostram que, dado o
trauma da batalha, quanto
mais nos aproximarmos dos
zumbis, maior é a
amplitude de tiro. Quando
estiver praticando com sua
arma de fogo, estabeleça
uma amplitude máxima
para reiterar a precisão.
Pratique contra alvos em
movimento em condições
ideais (livres de estresse).
Uma vez que a amplitude é
fixada, divida-a pela metade.
Esta será uma zona de
matança efetiva durante um
ataque real. Certifique-se de
que o morto-vivo não se
aproxime dessa zona, caso
contrário, sua precisão irá
por água abaixo. Em caso de
confrontar um grupo, esteja
certo de que aqueles que
cruzarem primeiro os
limites dessa zona devem
ser abatidos antes dos
outros. Não ignore este
conselho, independente de
como foram suas
experiências anteriores.
Tiras endurecidos pelo
trabalho nas ruas,
combatentes veteranos
condecorados e até mesmo
assassinos de sangue-frio
terminaram como montes
de carne muito bem
mastigada porque
acreditaram em sua
"coragem", e não
em seu treinamento.EXPLOSIVOSP ergunta: o que pode ser melhor do que arremessar uma granada num
grupo de zumbis que se aproxima? Resposta: qualquer outra coisa. Os
explosivos antipessoais matam principalmente graças aos estilhaços, os
fragmentos de metal que rasgam os órgãos vitais. J á que isso não afeta os
zumbis e com a probabilidade de um estilhaço penetrar no crânio é muito
reduzida, granadas, bombas e outras ferramentas explosivas são armas
ineficientes.
E sses dispositivos, entretanto, não devem ser completamente
descartados. P ara explodir portas, criar barricadas instantâneas, ou até
dispersar turbas de zumbis, nada funciona melhor que um recipiente cheio
de pólvora.FOGOOs mortos-vivos não temem o fogo. Se chamas forem brandidas diante
de um zumbi, sua velocidade não diminuirá e o avanço da criatura não será
impedido. Zumbis que pegaram fogo não perceberam o que se sucedia nem
reagiram de maneira alguma às chamas que os envolviam. M uitos seres
humanos foram vítimas de tragédias por não conseguirem entender que o
fogo não detém os zumbis!
E ntretanto, como arma, o fogo ainda é o maior aliado da espécie
humana. A incineração completa é a melhor maneira de destruir o zumbi de
uma vez por todas. A incineração elimina não apenas o corpo, como
também todos os traços do Solanum.
E ntretanto, não pense que um lança-chamas ou diversos coquetéis
M olotov são a solução para todos os seus problemas. E m combates reais, o
fogo pode ser tanto uma ameaça quanto uma proteção.
A carne — humana, morta-viva ou qualquer outra — leva muito tempo
para queimar. N os minutos ou horas antes de sucumbir, um zumbi em
chamas se tornará uma tocha ambulante, ou uma tocha trôpega, para ser
mais exato. Diversos casos foram registrados nos quais zumbis pegando fogo
causaram mais danos, e até mesmo mais mortes, do que provocariam se
tivessem utilizado apenas suas unhas e dentes.
O próprio fogo não é confiável. C onsidere a natureza inflamável de suas
cercanias, a chance de inalação de fumaça, a possibilidade de as chamas
agirem como um chamariz para outros zumbis. T odos estes fatores devem
ser considerados antes que uma arma poderosa e imprevisível seja
desencadeada.
P or essa razão, o fogo é considerado principalmente uma arma de ataque
ou de arremesso, e em raras ocasiões deve ser usado para defesa estática.
1. COQUETÉIS MOLOTOVE sta expressão se aplica a qualquer recipiente de líquido inflamável com
um pavio primitivo. E uma maneira barata e eficiente de matar vários
zumbis de uma só vez. Se a situação permitir — por exemplo, evitar uma
horda que avança em sua direção, limpar uma estrutura à prova de fogo, ou
destruir uma estrutura com múltiplos zumbis — bombardeie os necrófilos a
todo custo, até que não sobre mais nada além de cinzas.2. ENCHARCAMENTOO encharcamento consiste em simplesmente encher um balde com
líquido inflamável (gasolina, querosene etc.), lançá-lo em um zumbi ou em
um grupo de zumbis, acender um fósforo e correr. Se houver espaço para
escapar e nenhum risco de fogo residual, a única desvantagem desse
método é a extrema proximidade requerida para ensopar o inimigo
completamente.3. O MAÇARICOO maçarico comum, que consiste num tanque de propano acoplado a
um bocal, não tem nem potência calorífica, nem o sortimento de
combustível para queimar o crânio de um zumbi. E ntretanto, o maçarico
pode ser um bom detonador de incêndios se o morto-vivo em questão já
houver sido ensopado com algum líquido inflamável.4. O LANÇA-CHAMASE ste dispositivo, talvez mais do que os outros,
deixam as pessoas impressionadas, mostrando-se o
eliminador de zumbis definitivo. Um jato de fogo de
mais de um metro de comprimento, composto de
gasolina em gel, pode transformar uma multidão de zumbis numa pira
funeral lamuriosa. E ntão, por que não adquirir um? P or que não esquecer
todas as outras armas em nome desse dragão cuspidor de fogo criado pelo
homem? As respostas são tão realistas quanto numerosas. O lança- chamas
foi desenvolvido puramente como arma militar e não está mais em serviço
no exército americano ou nas unidades da marinha.
Seria difícil encontrar qualquer modelo, principalmente algum que ainda
funcione de maneira correta. Adquirir o combustível é ainda mais difícil do
que arranjar um lançador. M as, pressupondo-se que você tenha conseguido
ambos, deve-se considerar seu uso prático. P or que carregar 32 quilos de
equipamento nas costas quando apenas um punhado de zumbis estão à
solta? O peso de um lança- chamas faz dessa arma um risco quando se está
em movimento. A não ser que você esteja fixado numa determinada posição
ou tiver acesso a transporte motorizado, o simples cansaço se tornará uma
ameaça tão perigosa quanto os mortos-vivos. O bom senso poderia sugerir
que o lança-chamas só tem lugar no campo de batalha quando é necessário
combater um número avassalador, enxames de mortos-vivos que somam
milhares, e não centenas. Se existir tal horda, e que Deus nos livre, é bem
possível que os necrófilos tenham de enfrentar uma força do governo bem
maior e mais bem equipada do que um único cidadão com seu confiável (e
ilegal, não podemos nos esquecer disso) lança-chamas.OUTRAS ARMASI maginação e improviso são dois trunfos inestimáveis durante embates
com os mortos-vivos. Sinta-se livre para considerar de todas as maneiras
qualquer material ao seu redor como um depósito secreto de armas em
potencial. E ntretanto, tenha sempre em mente a fisiologia do zumbi e que
seu aparato caseiro é capaz de executar.1. ÁCIDOAlem do fogo, o ácido sulfúrico é a melhor
maneira de destruir completamente um zumbi.
E ntretanto, implementar essa arma é outro
problema. Se, de alguma forma, você tiver meios de adquirir ou produzir
grandes quantidades de ácido sulfúrico, trate-o com o mesmo respeito com
que lidaria com uma arma incendiária. E sta substância não apenas é tão
perigosa para você quanto para o morto-vivo, como o tempo que ela leva
para dissolver a carne de um zumbi é considerável. O ácido deve ser
utilizado mais como uma ferramenta de controle do que como uma arma de
combate.2. VENENOC omo há centenas de milhares de compostos químicos no mundo, é
impossível discutirmos todos eles. E m vez disso, vamos revisar algumas
regras básicas que regem a constituição física e fisiológica de um morto-vivo.
Os zumbis são imunes a todos os tipos de tranqüilizantes e irritantes, como
spray de pimenta e gás lacrimogêneo. Qualquer composto químico projetado
para fazer com que as funções corporais cessem seria igualmente impotente,
já que os mortos- vivos não necessitam mais dessas funções. Os zumbis não
sofrem de ataque cardíaco, paralisia dos nervos, sufocamento ou qualquer
efeito letal causado por envenenamento.3. ARMAS BIOLÓGICASN ão seria poético destruir seres infectados por um vírus
com outro vírus? I nfelizmente, esta não é uma opção
possível. Os vírus atacam apenas células vivas.
E les não surtem efeito nos mortos. O mesmo serve para
todos os tipos de bactérias. Diversas tentativas laboratoriais
foram realizadas para cultivar, espalhar e disseminar fasciíte necrotizante
(uma doença bacteriana que devora a carne) entre zumbis capturados.
N enhum sucesso foi obtido. Atualmente, estão em marcha pesquisas para
criar uma nova espécie de bactéria que se alimenta apenas de carne morta.
A maioria dos especialistas é cética em relação ao sucesso desse
empreendimento. Testes estão em andamento para determinar quais dos
muitos microorganismos normalmente envolvidos na decomposição
continuam a consumir carne humana apesar de sua natureza infecciosa. Se
estes micróbios puderem ser isolados, reproduzidos e espalhados de uma
maneira que não seja prejudicial para seu usuário, podem ser a primeira
arma humana de destruição em massa contra os mortos-vivos.4. ARMAS ZOOLÓGICASC entenas de criaturas, grandes e pequenas, alimentam-se de carniça.
E mpregar alguns desses animais para devorar os mortos antes que eles
devorem os vivos pode parecer a solução ideal. I nfelizmente, todas as
espécies, das hienas às formigas-de-cemitério, instintivamente evitam os
zumbis. A natureza altamente tóxica do Solanum parece estar codificada no
reino animal. É impossível disfarçar com qualquer tipo de substância esse
misterioso sinal de alerta emitido pelo Solanum, seja um odor ou algum tipo
de "vibração" há muito esquecida pelos seres humanos.5. ELETROCUSSÃOC omo o sistema muscular de um zumbi é basicamente o mesmo de um
ser humano, a eletricidade tem a capacidade de atordoar temporariamente
ou paralisar seu corpo. Resultados letais foram vistos apenas em casos
extremos, como quando cabos de eletricidade foram utilizados para
carbonizar completamente o cérebro de um zumbi. E ssa não é uma "arma
maravilhosa" — a corrente que passa pelos cabos de eletricidade é suficiente
para tostar quase todo material
orgânico, vivo ou morto-vivo. P ara atordoar um
zumbi, é necessário o dobro da voltagem requerida para
atordoar um ser humano, por isso, as armas de choque
comuns são ineficazes. A eletricidade tem sido
utilizada para criar uma barreira temporária, com fossos
eletrificados preenchidos com água, para manter os
necrófilos paralisados por tempo suficiente para um
método secundário fatal ser empregado. Diversos incidentes foram
registrados ao longo dos anos.6. RADIAÇÃOE xperimentos estão sendo realizados para testar os efeitos das
microondas e de outros sinais eletromagnéticos no cérebro dos mortos-vivos,
seguindo a teoria de que estes aparelhos talvez possam gerar tumores letais,
instantâneos e maciços na maça cinzenta de um zumbi. A pesquisa ainda
está nos estágios iniciais e os resultados até agora são incon- clusivos. O único
exemplo conhecido de zumbis entrando em contato com radiação gama
ocorreu durante o famoso incidente de K hotan. N este evento, os zumbis
não apenas passaram ilesos por uma espécie de radiação que teria matado
seres humanos, como ameaçaram espalhar sua contaminação através da
província. P ela primeira vez, o mundo testemunhou um perigo novo e até
mesmo ainda mais mortal: o zumbi radioativo. Apesar de parecer um filme B
de ficção científica da década de 1950, este é, ou foi, um fato real e
historicamente significativo. De acordo com os registros, os necrófilos
radioativos não possuíam nenhuma habilidade intensificada ou poder
mágico. A ameaça que impõem está na capacidade de espalhar uma
radiação mortal para tudo e todos em que tocarem. Até pessoas que beberam
de reservatórios de água que foram tocados por necrófilos, morreram logo
em seguida por doença radioativa. Felizmente, a insurreição foi subjugada
pelo poder esmagador do exército chinês. E sta solução não só deu um ponto
final a esse novo perigo como preveniu que o desastre do reator de K hotan
se tornasse um acontecimento crítico.7. ARMAS GENÉTICASAlgumas propostas recentes recomendam uma variedade de armas
genéticas na guerra contra os mortos-vivos. O primeiro passo seria mapear a
seqüência genética do Solanum. Depois, será necessário desenvolver um
agente para reescrever essa seqüência, ordenando que o vírus suspenda seu
ataque em tecido humano, girando em torno de si mesmo ou simplesmente
se autodestruindo. E m vez de recondicionar o zumbi, o vírus que controla a
criatura é que seria recondicionado. Se bem-sucedido, qualquer um desses
agentes seria um divisor de águas no combate aos mortos-vivos. Através da
engenharia genética, podemos encontrar uma cura verdadeira. E ntretanto,
a comemoração dessa descoberta terá que esperar. A ciência da terapia
genética ainda está engatinhando. M esmo com toda a atenção por parte da
mídia e recursos financeiros substanciais, ainda não existe nenhuma forma
de fazer com que o vírus atue dessas maneiras, de forma que seu combate
permanece na teoria.8. NANOTERAPIAA nanotecnologia, o estudo da maquinaria microscópica, está apenas em
sua adolescência. Atualmente estão sendo fabricados chips de computador
experimentais do tamanho de uma molécula. Um dia, robôs dessa extensão
serão capazes de realizar tarefas dentro do corpo humano. E sses nano-robôs,
ou qual seja o termo que será adotado para se referir i esses equipamentos,
um dia destruirão células cancerosas, repararão tecidos avariados e até
atacarão e destruirão vírus hostis. Teoricamente, não há motivo para que
eles não possam ser injetados aos bilhões num ser humano recém- infectado
pelo vírus do Solanum e erradicar o mal de seu organismo. E ntretanto,
quando essa tecnologia será aperfeiçoada? Quando encontrará seu caminho
para os círculos médicos? Quando será adaptada para combater o Solanum?
Só o tempo poderá dizer.ARMADURASVelocidade e agilidade devem ser sua primeira defesa contra os mortos
que andam. Uma armadura não apenas diminuirá essas duas vantagens
sobre os zumbis, como também irá exaurir sua energia durante conflitos
prolongados. Adicione o risco de desidratação e as perspectivas parecem
ainda menos atraentes. Uma última e menos óbvia desvantagem da
armadura não é física, e sim psicológica: pessoas que vestem trajes protetores
sentem-se mais confiantes e, por conseqüência, correm maiores riscos do que
aqueles que usam roupas comuns. E ssa bravura artificial tem resultado em
muitas mortes insensatas. E xpondo a situação em palavras simples, a melhor
proteção contra uma mordida de zumbi é à distância. Se por alguma razão
você insistir em algum acessório de proteção, o resumo a seguir fornecerá
todas as informações necessárias para uma escolha prudente.1. ARMADURA DE PLACAE sse modelo pode ser definido como a clássica "armadura completa". O
termo em si conjura imagens de cavalheiros aparentemente invencíveis
vestidos dos pés à cabeça em metal resplandecente. C om tanta proteção,
será que o indivíduo seria capaz de vagar por entre as tropas de mortosvivos, insultando-os à vontade, sem o risco de represálias?
N a verdade, a armadura medieval padrão está longe de ser
invulnerável. As juntas de couro ou metal que unem as muitas peças desse
artefato podem ser rompidas pelas mãos persistentes de um indivíduo, isso
se você não for atacado por uma multidão. M esmo quando intactas, as
vestes de metal são pesadas, incômodas, sufocantes, desidratantes e muito
barulhentas. Se possível, estude, vista uma armadura completa e pratique
lutar dentro dela contra um único atacante (simulado). V ocê achará a
experiência desconfortável, na melhor das hipóteses, e excruciante na pior
delas. Agora, imagine cinco, dez, cinqüenta atacantes, todos convergindo
para sua posição, agarrando as placas, puxando-as para todas as direções.
Sem velocidade para deixá-los para trás ou a agilidade para evitá-los, e sem
a visão necessária para encontrá- los e golpeá-los, você certamente
terminará como pouco mais do que comida enlatada.2. COTA DE MALHASe usada da cabeça aos pés, esta forma mais simples de armadura
proporciona realmente alguma proteção contra mordidas de zumbi. Os
dentes não são capazes de penetrar em seus elos, protegendo, assim, o
usuário do contágio. Sua flexibilidade permite maior movimento e
velocidade; a ausência da placa facial proporciona uma visão melhor. Sua
natureza simples (diferente das placas sólidas) permite que a pele respire e,
desta forma, reduz o risco de desidratação e superaquecimento. Os
inconvenientes, entretanto, ainda são muitos. A não ser que você treine
com essa armadura por anos, a eficácia de seu combate está fadada a ser
prejudicada. O peso ainda pode aumentar a exaustão. O desconforto geral
pode levar a distrações não desejadas, algo que deve ser evitado durante a
batalha. Apesar de a cota de malha poder mantê-lo protegido do contágio, a
pressão de uma mordida de zumbi ainda pode ser suficiente para quebrar
ossos, romper músculos ou rasgar a carne dentro da armadura. C omo
acontece com a armadura de placas, o tilintar de muitos elos indicará a
qualquer zumbi nos arredores que a presa se aproxima. A não ser que você
queira que sua presença seja anunciada, descarte inteiramente essa idéia.
Um conselho prático: se escolher a cota de malha, assegure-se de que ela seja
própria para batalha. M uitas armaduras medievais ou anti-gás produzidas
nos dias de hoje são para decoração ou encenações teatrais. P or esta razão,
as ligas de metal utilizadas na produção são mais baratas. Quando adquirir
sua cota de metal, assegure-se sempre, por inspeções e testes cuidadosos, de
que ela seja capaz de resistir a uma mordida de zumbi.3. TRJE CONTRA TUBARÃO
Apesar de ser projetado para dar proteção contra
mordidas de tuba- i.io, esse colante de malha pode
protegê-lo até das mandíbulas de um morto-vivo.
P odendo ser feito tanto de aço altamente elástico ou de
titânio, este traje proporciona uma proteção duas vezes
maior do que a cota de malha com metade de seu peso.
O barulho, entretanto, ainda tem peso, assim como o
desconforto físico, e a diminuição da velocidade e da
agilidade. T rajes contra tubarão podem ser úteis em
caçadas a mortos-vivos embaixo d ' água.4. CAPACETESE sse tipo de proteção poderia ser de inestimável
valor para os necrófilo, se eles simplesmente soubessem como usá-lo. P ara os
seres humanos, não possuem nenhum outro propósito além de obstruir a
visão. A não ser que a batalha esteja acontecendo numa área onde o uso de
capacetes seja obrigatório (como uma obra, por exemplo), evite esse
incômodo desperdício de espaço.5. COLETES À PROVA DE BALASGraças ao fato de praticamente todas as mordidas de zumbis em
combates ocorrerem nos membros, esta e outras formas de proteção do torso
são uma total perda de tempo. P ode-se considerar o uso de coletes à prova
de balas apenas em situações caóticas nas quais exista a possibilidade de tiro
partindo de alguém de seu próprio time. M esmo nesta situação, o
desorientado atirador de tocaia procurará acertar a cabeça de seu alvo.6. PROTETORES DE KEVLARN os últimos anos, as forças policiais começaram a equipar seus membros
com esse material leve e ultra-resistente. E nquanto as placas mais grossas e
rígidas são utilizadas em coletes para deter balas, uma versão mais fina e
flexível é empregada para conter lâminas e um cão de guarda ocasional.
E sta nova versão, se cobrir a parte inferior das pernas e antebraços, pode
ajudar a reduzir o risco de mordidas de zumbi em lutas ocorridas em locais
apertados. Se você adquirir um protetor de K evlar, assegure-se de vesti-lo
apenas durante a batalha, e não se garanta nesse acessório para demonstrar
nenhum ato de bravura! N o passado, muitas pessoas acreditaram que o
K evlar ou tipos similares de protetores corporais lhe davam carta branca
para correrem riscos desnecessários. N enhum protetor no mundo pode
resguardar o homem desse tipo de estupidez. C omo já afirmamos antes, seu
objetivo é sobreviver, apenas sobreviver, e nunca ser um herói. B ravatas em
combate são o caminho mais certo para pôr em risco a si mesmo e àqueles
que estão ao redor.7. ROUPAS JUSTAS E CABELO CURTOOs números frios e implacáveis demonstraram que, em batalhas contra os
mortos-vivos, nada tem salvo mais vítimas do que a básica união de roupas
justas e cabelos cortados bem rente à cabeça. A realidade é que os necrófilos
atacam estendendo os braços para agarrar suas vítimas, detendo-as, e só
então mordem. A lógica dita que quanto menos material houver para ser
agarrado, melhores serão as chances da pessoa. Roupas largas, completadas
por bolsos, cintos ou qualquer outra coisa que possa ficar livremente
pendurada, será uma alça muito conveniente para as patas de um zumbi.
Qualquer um que já trabalhou em fábricas ou em outro lugar com
maquinaria pesada, poderá lhe explicar a importância de nunca deixar nada
pendurado.
As roupas justas que obviamente estejam dentro dos limites do conforto
eliminam esse perigo. O cabelo pode representar um risco semelhante.
M uitas vezes, as vítimas io agarradas, até arrastadas, pelos cabelos para um
fim medonho. P render o cabelo antes de um conflito pode ser uma solução
temporária. E ntretanto, um cabelo curto, de poucos centímetros, é ideal
para combates corpo-a-corpo.
NA DEFESAA história de Yahya B ey, um imigrante turco que foi para o Reino Unido,
descreve um ataque em Oltu, seu vilarejo natal. De acordo com B ey, um
bando de zumbis desceu das montanhas que cercavam o vilarejo na
escuridão da noite. Aqueles que não foram devorados correram para suas
casas, ou para a mesquita da cidade, ou para a delegacia de polícia. M uitos
foram esmagados durante o pânico criado para entrar nesse último
estabelecimento, enquanto um incêndio acidental matou os que estavam lá
dentro. Diversas pessoas, destituídas de tempo e de materiais adequados
para construir barricadas em todas as portas e janelas, tiveram suas casas
invadidas pelos mortos-vivos. V ários outros, sofrendo com as mordidas,
procuraram por abrigo na casa do médico da cidade. Durante suas
tentativas de tratar os pacientes, estes faleciam e em seguida eram
reanimados. B ey, então um garoto de seis anos, conseguiu escalar o telhado
de sua casa e permaneceu lá pela maior parte da noite, abandonando seu
esconderijo apenas quando os primeiros raios de sol despontaram no
horizonte, pulando de telhado em telhado até encontrar um local livre de
perigo. Apesar de ninguém nos vilarejos próximos terem acreditado em sua
história, uma equipe de buscas foi enviada para procurar por saqueadores
humanos. E ste grupo encontrou Oltu mergulhada numa carnificina, todas
as construções queimadas, em pedaços ou destruídas de alguma maneira.
C orpos semidevorados cobriam as ruas desertas. Deixando para trás pegadas
suficientes para sugerir um grupo numeroso, havia uma trilha i I r rastros
mais escassos e constantes que levavam às montanhas. N enhum grupo
nunca foi encontrado.
Qual é a proteção perfeita contra os mortos-vivos? H onestamente, não
existe nenhuma. A defesa não é tão simples quanto a integridade física.
Supondo-se que você consiga encontrar, construir, ou modificar uma
estrutura para manter as ameaças externas lá fora — e daí... Os zumbis não
se limitarão a ir embora e não há como saber quanto tempo o resgate
demorará. C omo você vai sobreviver? Fome, sede, doença e muitos outros
fatores desejam ceifar tantas vidas quanto os mortos que andam. V ocê terá
que encarar campanhas militares para situações de sítio, do tipo que nossos
antepassados enfrentavam quando seus castelos ou vilas eram cercadas por
inimigos, quando os mortos andarem novamente. A integridade física é
apenas uma parte da equação. E steja totalmente preparado, você deverá
ter um conhecimento ativo de sobrevivência estacionária. N um mundo
interdependente, essa arte foi há muito esquecida. Olhe ao redor em sua
casa. Quantos objetos foram fabricados há 15, 80, ou até mesmo 150
quilômetros de onde você mora? N osso modo de vida, especialmente
daqueles que fazem parte das nações mais ricas e industrializadas do
planeta, requer uma delicada rede de transporte e comunicações. E limine
essa rede e nós seremos reduzidos a um padrão de vida que lembrará o da
E uropa medieval. Aqueles que entenderem esse fato e se planejarem para
enfrentar esse tipo de vida tem uma probabilidade de sobrevivência muito
maior. Este capítulo mostra como criar um forte e como viver dentro de seus
limites.


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