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domingo, 1 de janeiro de 2017

SD 189 : ZUMBI - o guia de sobrevivência

A FUGA

E m 1965, foi gravado o Filme L awson, como agora é comumente
chamado, um vídeo caseiro gravado em 8mm que retrata cinco pessoas
tentando escapar da infestação ocorrida em L awson, M ontana. E sse registro
visual sem som e com imagem tremida mostra um grupo correndo para
dentro de um ônibus escolar, ligando-o e tentando sair da cidade. Após
míseros dois quarteirões, eles acidentalmente bateram contra diversos carros
destruídos, dão marcha à ré e acabam parando dentro de um edifício,
quebrando o eixo traseiro do veículo. Dois membros do grupo dilaceraram o
pára-brisa e tentaram seguir em frente a pé. O cinegrafista filmou um deles
sendo agarrado e devorado por seis zumbis. O outro fugitivo, uma mulher,
correu para salvar sua vida, desaparecendo ao virar uma esquina.
M omentos depois, sete zumbis cercaram o ônibus. Felizmente, não
conseguiram virar o veículo de cabeça para baixo nem romper o vidro da
porta lateral. C omo o filme termina após alguns minutos, sabe-se muito
pouco a respeito do que aconteceu com os sobreviventes. O ônibus foi por
fim encontrado com a porta afundada. T odo o interior estava coberto de
sangue seco.
Durante uma insurreição, você pode considerar necessário fugir da área
infestada. Sua fortaleza pode ser invadida. V ocê pode ficar sem
suprimentos. V ocê pode ficar criticamente machucado ou doente,
necessitando de cuidados médicos. Fogo, produtos químicos ou mesmo
radiação podem estar aproximando-se com rapidez. C ruzar uma área
infestada pode ser a coisa mais perigosa a ser feita. V ocê nunca estará a
salvo. Ao estar o tempo todo exposto num território hostil, você saberá o que
significa ser uma presa.
REGRAS GERAIS
1. UM OBJETIVO:
C om muita freqüência, aqueles que se escondem em
suas residências fortificadas são seduzidos pelas distrações de sua liberdade
inicial. A maioria desses indivíduos nunca segue seu caminho de forma
segura. N ão se torne uma dessas estatísticas desnecessárias. Sua missão é
escapar - nada mais, nada menos. N ão procure por objetos de valor

abandonados. N ão cace um zumbi ocasional. N ão investigue nenhuma luz
ou barulhos estranhos ao longe. Simplesmente dê o fora. Qualquer desvio
curto, cada parada na jornada, aumenta as possibilidades de ser encontrado
e devorado. Se, por acaso, você cruzar com pessoas que precisem de
assistência, de todas as maneiras pare e ajude (às vezes, a lógica deve dar
lugar à humanidade). Caso contrário, siga em frente!
2. D E TE R MIN E UM D E S TIN PO ara : onde exatamente você irá? C om
muita freqüência, as pessoas abandonam suas fortificações para vagar sem
rumo e de maneira desesperada por uma área infestada de zumbis. Sem um
destino fixo em mente, as chances de sobreviver à jornada são pequenas.
Use o rádio para descobrir o refúgio mais próximo. Se possível, tente se
comunicar com o mundo exterior para confirmar se esse destino é de fato
seguro. Sempre tenha um rumo alternativo, no caso de o primeiro ter sido
invadido. A não ser que outros seres humanos estejam esperando e a
comunicação constante seja mantida, você pode chegar em seu destino e
encontrar uma concentração de zumbis esperando, famintos, na reta de
chegada.
3. R E ÚN A IN TE L IG ÊN C IA E P L AN E JE S UA JO R N QA uD anA to:s
zumbis (aproximadamente) estão entre você e seu destino? Quais são as
barreiras naturais? H ouve acidentes perigosos, como incêndios, ou
derramamento de produtos químicos? Quais são as rotas mais seguras a
serem tomadas? Quais são as mais perigosas? Quais delas foram divulgadas
desde que a insurreição teve início? O clima será um problema? H á algum
atalho pelo caminho? V ocê está certo de que eles ainda existem? V ocê
consegue pensar em alguma informação que gostaria de obter antes de
partir? É óbvio que, uma vez que você está escondido em sua fortaleza, será
difícil reunir informações. P ode ser impossível saber quantos zumbis estão lá
fora, se uma ponte partiu, ou se todos os barcos da marina içaram âncora.
P or isso, conheça seu terreno. Ao menos um único fator que nunca irá se
alterar, mesmo em meio a uma insurreição. C onsidere onde você estará ao
fim de cada dia. Assegure-se, pelo menos a partir do mapa, que este local
seja relativamente defensável, com boas possibilidades de esconderijos e
rotas de fuga diversas. E quipamentos específicos também precisam ser
considerados, dependendo do caminho escolhido. Será necessário levar uma
corda para escaladas? E um estoque extra de água, caso não haja nenhuma
fonte natural?

Uma vez que todos esses fatores sejam calculados, considere as variáveis
desconhecidas e formule planos alternativos baseados nos imprevistos. O
que você fará se um incêndio ou um derramamento de produtos químicos
bloquear seu caminho? P ara onde você irá se a ameaça zumbi mostrar-se
maior do que o imaginado? E se um membro do grupo se machucar?
C onsidere todas estas possibilidades, e faça o máximo que puder para
planejar com estes acontecimentos em vista. Se alguém lhe disser: "E i,
vamos simplesmente andar e lidar com o que aparecer a nossa frente", dê
uma pistola com uma bala para essa pessoa e informe que esta é a melhor
maneira de cometer suicídio.
4. ENTRE EM FORMA: Se as instruções anteriores foram seguidas ao pé
da letra, seu corpo já deve ter sido condicionado para uma longa jornada. Se
este não for o caso, comece um regime cardiovascular rigoroso. Se não
houver tempo, assegure-se de que o caminho que você escolheu
corresponde a suas capacidades físicas.
5. E VITE G R UP O S G R AN D E QS u:ando se está na defensiva, a
vantagem repousa nos números. M as quando se está viajando por um
território zumbi, o oposto mostra- se verdadeiro. Os grupos grandes
aumentam a probabilidade de ser detectado. M esmo com a disciplina mais
rigorosa, acidentes acontecem. Os grupos maiores também impedem a
mobilidade, pois os membros mais lentos precisam se esforçar para manter o
mesmo ritmo dosmais rápidos, e vice-versa. É claro que viajar sozinho
também apresenta seus problemas. Fatores como segurança,
reconhecimento e, naturalmente, sono irão trans- formar-se em empecilhos
se uma pessoa tentar seguir sozinha. P ara um desempenho ideal, mantenha

apenas três membros em seu grupo. C onjuntos de quatro a cinco pessoas
ainda são controláveis. Qualquer coisa acima deste número atrairá
problemas. T rês membros permitem proteção mútua em lutas corpo-acorpo, distribuição dos turnos de guarda durante a noite e a possibilidade de
dois membros carregarem um terceiro por curtos períodos de tempo, se um
deles se machucar.
6. TREINE SEU GRUPO: Faça um inventário de todas as habilidades de
cada um dos membros do seu grupo e use-as de maneira condizente. Quem
é capaz de carregar mais equipamento? Quem é o corredor mais veloz?
Quem é mais silencioso em combates corpo-a-corpo? Designe funções
individuais tanto nos combates quanto na sobrevivência do dia-a-dia.
Quando seu grupo chegar na estrada, todos devem saber o que se espera de
cada um. O trabalho em conjunto também deve ser uma das prioridades
mais importantes. P ratique técnicas de sobrevivência e realize treinamentos
de combate. P or exemplo, cronometre quanto tempo levará para empacotar
todo o seu equipamento e cair fora no caso de um ataque repentino de
zumbis. Obviamente, o tempo será um elemento crítico em sua partida. O
ideal é que seu grupo se mova como se fosse um único corpo, aja como um
único corpo e mate como um único corpo.
7. MAN TE N H A-S E E M MO VIME N T UO m:a vez descoberto, os
zumbis irão convergir de todas as direções diretamente para onde você está.
A mobilidade, e não o poder de fogo, é a sua melhor defesa. E steja
preparado para correr assim que for notado. N unca leve mais do que você
pode carregar enquanto corre. N unca desempacote seu equipamento todo
de uma vez. N unca tire seus sapatos, a não ser que a segurança imediata
esteja assegurada! E mpreenda investidas de alta velocidade apenas quando
necessário, já que essas aceleradas desperdiçam quantidades preciosas de
energia. Faça intervalos breves e frequentes. N estas paradas, não permita
que você se sinta à vontade. E spreguice-se a cada pausa. N unca assuma
riscos desnecessários. P ular, escalar e qualquer outra atividade que possa
causar ferimentos deve ser evitada sempre que possível. E m territórios
infestados por zumbis, a última coisa de que você precisa é de um tornozelo
torcido.
8. P E R MAN E ÇA IN VIS ÍVE A L: m da velocidade, seu aliado mais
próximo será a furtividade. C omo um rato tentando rastejar por um ninho
de cobras, você deve fazer o que for possível para evitar ser detectado.
Desligue qualquer rádio de mão ou equipamento eletrônico. Se usar um
relógio digital, assegure-se de que o alarme esteja desligado. P renda bem
todos os seus equipamentos, de forma que nada tilinte enquanto você anda.
Se possível, mantenha seu cantil sempre cheio (para evitar o som da água
balançando). Se fizer parte de um grupo, evite falar. Sussurre ou faça uso de
sinais para se comunicar. P refira locais com boa cobertura. V iaje por áreas
abertas quando necessário. À noite, evite o uso de fogueiras, lanternas e
qualquer outra fonte de luz. I sso irá restringir sua mobilidade às horas
iluminadas pelo sol e sua dieta a rações frias, mas esses sacrifícios devem ser
realizados. Estudos demonstraram que um zumbi com os olhos intactos pode
avistar a brasa de um cigarro a mais de 800 metros (não se sabe se eles irão
até lá para investigar, mas, por que correr o risco?). L ute apenas quando for
inevitável. Os atrasos trazidos pela batalha servirão apenas para atrair mais
zumbis. Sabe-se de pessoas que acabaram apenas com um zumbi e depois se
viram cercadas por dezenas deles. C aso o combate se mostre inevitável,
utilize armas de fogo apenas na mais desesperada das circunstâncias. N ão
há diferença alguma entre atirar e lançar um foguete de sinalização. A
repercussão desse ato pode atrair zumbis num raio de quilômetros. A não ser
que você tenha um meio confiável e rápido, de escapar, ou que seu
armamento seja silenciado, utilize uma arma de mão secundária. C aso
contrário, tenha uma rota de fuga planejada e pronta para ser usada assim
que atirar.
9. O L H E E O UÇAA : lém de manter-se escondido, você deve tentar
avistar as ameaças em potencial. P rocure por movimentação. N ão ignore
sombras ou formas huma- nóides distantes. Durante os intervalos e
enquanto estiver em marcha, pare para ouvir os arredores. V ocê está
ouvindo passos ou som de brigas? Os mortos-vivos estão grunhindo ou é
apenas o vento? Obviamente, é fácil ficar paranóico, passando a acreditar
que os zumbis estão em cada esquina. I sso é ruim? N este caso, não. Uma
coisa é acreditar que todos querem pegar você e outra bem diferente é
pensar desta forma quando isso é realmente verdade.
10. D UR M A!:Se você e seu grupo estiverem totalmente sozinhos,
procure ser silencioso, tente estar alerta. Os zumbis podem estar em todos os

lugares, escondidos, ou caçando. Dezenas podem aparecer a qualquer
momento e a ajuda pode estar a quilômetros de distância. E ntão, em nome
de Deus, como você conseguirá dormir?! I sso pode parecer loucura, pode
parecer impossível, mas é essencial se você quer sair vivo dessa provação.
Sem descanso, os músculos se deterioram, os sentidos tornam-se vagarosos e
cada hora que passar reduzirá sua capacidade de operação. M uitas pessoas
imprudentes, acreditando poder abastecer seus corpos com cafeína para dar
uma injeção extra de energia à viagem, perceberam tarde demais as
conseqüências desta estupidez. Uma vantagem de viajar de dia é que, goste
ou não, você não irá a lugar algum por pelo menos algumas horas. E m vez
de amaldiçoar a escuridão, use-a. V iajar em grupos pequenos, ao contrário a
viajar sozinho, permite um sono mais seguro, pois os membros podem ficar
acordados individualmente, formando escalas de vigia. É óbvio que mesmo
com alguém zelando por você, não será fácil cair no sono. Resista à tentação
dos comprimidos para dormir. Seus efeitos podem fazer com que você não
consiga funcionar da maneira normal se os zumbis atacarem durante a
noite. Além de meditação e outros exercícios mentais, não há nenhuma
outra técnica rápida para dormir em meio a uma infestação.
11. EVITE SINAIS ABERTOS: A primeira visão de um avião pode fazer
com que você tente atrair a atenção do piloto dando um tiro, enviando
sinais luminosos ou acendendo uma fogueira, ou qualquer outra ação
dramática. I sso pode atrair a atenção do piloto, que pode mandar uma
mensagem de rádio para um helicóptero ou equipe de resgate em terra,
enviando-as para onde você está. E sse ato também pode atrair os zumbis
que estiverem nas redondezas. A não ser que o helicóptero esteja apenas a
alguns minutos de distância, os zumbis irão, sem dúvida alguma, alcançar
você primeiro. Só tente sinalizar sua presença com algo diferente de um
rádio ou um espelho se a aeronave que você viu puder aterrissar no mesmo
instante no exato local onde você está. Se caso contrário, siga seu caminho.
12. E VITE ÁR E AS UR BAN A SS ej:am quais forem suas chances de
sobreviver durante uma infestação, elas irão cair de 50 a 75% quando
atravessar uma área urbana. O simples fato de um lugar ser habitado por um
número maior de pessoas vivas fará com que haja um número maior de
mortos. Quanto mais construções houver, maior será a probabilidade de
emboscadas. E stas construções também diminuirão seu campo de visão. As

superfícies de cimento rígido, ao contrário de solos macios, não contribuem
em nada para abafar passos. Adicione a essa situação as possibilidades de
simplesmente derrubar alguma coisa, tropeçar em escombros ou pisar em
vidro quebrado, e tenha a receita para uma viagem muito barulhenta.
Além disso, como já foi e deve ser salientado neste capítulo, a
possibilidade de ser capturado, encurralado ou cercado de alguma outra
forma é infinitamente maior numa área urbana do que num ambiente a céu
aberto. E squeça por um momento que a razão de seus problemas são os
mortos-vivos. O que dizer sobre fogo amigo, outros humanos escondidos em
edifícios, ou bandos armados de caçadores que podem confundir você com
um zumbi? E os derramamentos de produtos químicos, tanto acidentais
quanto intencionais, fumaça tóxica ou outros perigosos subprodutos da
guerra urbana? E as doenças? L embre-se de que os corpos, tanto dos
humanos mortos como dos zumbis exterminados, podem ficar expostos por
semanas antes de serem devorados. Os micro-organismos mortais que eles
carregam são espalhados pelo vento, podendo ser uma ameaça tão violenta
à saúde quanto qualquer outro foco encontrado nas ruas da cidade. A não
ser que você tenha um motivo legítimo (uma tentativa de resgate ou
obstáculos intransponíveis do outro lado, e não uma oportunidade rápida de
cometer alguns saques), mantenha-se longe das cidades, custe o que custar.
EQUIPAMENTOV iajar com pouco peso é essencial para sua jornada. Antes de empacotar
qualquer coisa, pergunte-se: "E u realmente preciso disso?" Uma vez que
você já reuniu seu equipamento, reveja a lista e faça essa pergunta
novamente. Obviamente, viajar com pouco peso não significa empunhar
apenas uma .45, juntar um pouco de carne-seca, uma garrafa de água e cair

na estrada. O equipamento será essencial, mais do que em qualquer outro
cenário onde você possa permanecer escondido — uma prisão, uma escola,
sua própria casa , onde há suprimentos em abundância. É possível que o
equipamento que você levar venha a ser tudo o que terá. V ocê precisará
carregar nas próprias costas seu hospital, seu almoxarifado e arsenal. A
seguir, uma lista de equipamento padrão que você precisará para uma
jornada bem-sucedida. Objetos específicos, como esquis para neve,
bloqueador solar ou telas protetoras contra mosquitos, devem ser
acrescentados de acordo com o clima de onde você se encontra.
• Mochila
• Botas especiais para caminhadas (já amaciadas)
• Dois pares de meias
• Uma garrafa de água de gargalo grande e capacidade
para um litro.
• Tabletes purificadores de água
• Relógios à prova d'água e de vento.
• Bandana
• Mapa
• Bússola
• Lanterna pequena (movida a pilha AAA) com lentes revestidas
• Poncho
• Espelho sinalizador pequeno
• Colchonete ou saco de dormir (carregar ambos será muito incômodo)
• Óculos escuros (com lentes polarizadas)
• K it de primeiros socorros com, no máximo, o tamanho da palma de
uma mão
• Canivete suíço militar ou alguma multiferramenta
• Rádio de pilha com fone de ouvido
• Faca
• Binóculos
• Arma de fogo primária (preferível uma carabina semiautomática)
• Cinqüenta cartuchos (se fizer parte de um grupo, trinta por pessoa)
• Kit de limpeza
• Arma de fogo secundária (preferível uma pistola tipo rimfire calibre
.22)

• Vinte e cinco cartuchos
• Arma de mão (preferível uma machadinha)
• Fogos de artifício sinalizadores
Além disso, todos os grupos devem carregar:
• Arma balística silenciosa (preferível uma arma de fogo silenciada ou
um arco)
• M unição extra para quinze mortes (se as armas forem diferentes da
arma de fogo padrão)
• Mira telescópica
•Kit médico de tamanho médio
• Aparelho de rádio receptor-transmissor com fones de ouvido
• Pé-de-cabra (em lugar da arma de mão)
• Bomba de purificação de água
Uma vez que você escolheu seu equipamento, assegure-se de que tudo
esteja funcionando corretamente. Use sua mochila por um dia inteiro. Se o
peso for demasiado no conforto de sua fortaleza, imagine como você irá se
sentir no fim de um dia de caminhada. Alguns desses problemas podem ser
resolvidos escolhendo-se objetos que combinem diversas ferramentas (como
rádios portáteis equipados com lanternas, facas de sobrevivência que
contêm bússolas etc.). Aplique também essa filosofia de economia de espaço
ao escolher as armas. Um silenciador para uma arma já existente requer
menos espaço que uma arma inteiramente nova, como um arco e flechas
extras. C arregar sua mochila por um dia também lhe dará uma idéia de
onde estão os pontos de atrito, onde as alças precisam de ajustes e qual é a
melhor forma de proteger o equipamento.
VEÍCULOS
P or que andar quando você pode se utilizar de algum tipo de condução?
Os americanos sempre foram obcecados pela idéia de máquinas que poupam
esforço. E m todas as esferas tia vida, as indústrias travam uma corrida sem
fim para inventar e aperfeiçoar máquinas que tornem os afazeres da vida
diária mais rápidos, fáceis e eficientes. E o que poderia ser uma dádiva maior
na religião tecnológica americana do que o automóvel? I ndependente de
idade, gênero, raça, status econômico ou localização geográfica, somos
ensinados que essa máquina onipotente, em todas as suas formas
extraordinárias, é a resposta a nossas preces. E por que essa afirmação não
pode ser verdadeira durante um ataque zumbi? N ão faria sentido
simplesmente atravessar um território hostil de carro? O tempo de viagem
seria reduzido de dias a apenas meras horas. A estocagem de equipamentos
não seria mais um problema. E que perigo os zumbis representariam quando
você pode simplesmente atropelá-los? P ara ser exato, estas vantagens são
poderosas, mas elas apresentam uma série de problemas igualmente
grandes.
C onsidere o consumo de combustível. Os postos de gasolina podem ser
poucos e distantes entre si. H á uma forte probabilidade de que os postos que
você encontrar já estarem secos há muito tempo. Determinar a
quilometragem exata de seu veículo, levar combustível extra e planejar uma
rota exata podem fazer apenas com que você chegue um pouco mais longe.
C omo você irá saber se cada uma das rotas o levará a um local seguro?
E studos pós-invasão, realizados particularmente na América do N orte, têm
mostrado que a maioria das estradas torna-se rapidamente bloqueada por
veículos desocupados. Outros obstáculos adicionais podem incluir pontes
destruídas, pilhas de escombros e barricadas abandonadas por defensores
desesperados. Evitar as estradas também se mostrará um desafio semelhante
ou até mesmo maior. Dirigir pelo mato, em busca de uma trilha desobstruída
que irá lhe conduzir à liberdade, é a melhor maneira de acabar com o
combustível. M ais de um veículo foi encontrado abandonado numa região
deserta, com o tanque seco e a cabine vazia toda manchada de sangue.
I magine uma pane. M uitos ocidentais que transportam seus veículos
para países do Terceiro M undo normalmente levam um kit completo de
peças de reposição. O motivo é simples: o automóvel é uma das máquinas
mais complicadas da Terra. E m estradas ruins, sem a conveniência de
oficinas mecânicas, esse equipamento pode se tornar uma pilha de ferrovelho inútil.

E , então, há o barulho. O rugido do motor durante uma infestação pode
parecer atraente quando as coisas estão indo bem. M as qualquer motor
elétrico, independente da qualidade do silenciador, gera mais ruído do que o
mais barulhento passo humano. Se você se encontrar num veículo que, por
alguma razão qualquer, está impossibilitado de seguir em frente, pegue seu
equipamento e corra! A essa altura, você já anunciou sua presença para
todos os necrófilos presentes na área. Agora, com a sua mobilidade
mecanizada perdida, boa sorte para evitá-los!
Apesar destes avisos, a tentação do transporte motorizado pode parecer
irresistível. P or isso, a seguir apresentamos uma lista de veículos típicos e
suas vantagens e desvantagens.
1. O SEDÃO que é também chamado de seu "carro" básico, possui milhares de
variações, o que torna complicado generalizar suas vantagens e
desvantagens. Ao escolher um modelo, confira o consumo de combustível, o
espaço para o equipamento e a durabilidade. Se os sedãs possuem uma
grande desvantagem é sua falta de capacidade de transitar em qualquer
tipo de terreno. C omo afirmamos anteriormente, muitas estradas estarão
bloqueadas, engarrafadas ou destruídas. Se você possui um sedã, imagine
como se sairá o seu automóvel ao cruzar um campo. Agora, acrescente neve,
lama, pedras, riachos e uma variedade de lixo esquecido e em
decomposição. É mais provável que seu sedã não vá muito longe. C om
muita freqüência, a região ao redor de uma área infestada fica tomada por
sedãs quebrados ou enguiçados.

2. UTILITÁRIO ESPORTIVOO boom da economia, combinado com uma quantidade abundante de
gasolina, fez com que a década de 1990 presenciasse uma explosão desse
tipo de veículo — monstros das estradas que remontam à época de ouro do
mercado automotivo, os anos 1950, quando o maior era sempre o melhor. A
primeira vista, parecem ser a melhor forma de fugir. C om a capacidade offroad de um veículo militar e o conforto e a confiabilidade de um sedã, o que
pode ser melhor para fugir dos zumbis? A resposta é: diversas outras coisas.
Apesar de sua aparência, nem todos os utilitários esportivos são equipados
para a condução em qualquer tipo de terreno. M uitos são produzidos para
um consumidor que nem ao menos cogita a possibilidade de levar seu
veículo para além da própria vizinhança. M as, e no que diz respeito à
segurança? A massa sólida que compõe esses imensos automóveis não
oferece maior proteção? A resposta é, novamente, não. E studos de consumo
realizados repetidas vezes mostram que muitos utilitários esportivos
possuem padrões de segurança bem abaixo de muitos sedãs de tamanho
médio. E ntretanto, estas pesquisas também demonstram que alguns desses
veículos são realmente o que aparentam: burros de carga resistentes e
confiáveis que podem suportar as condições mais implacáveis. P esquise suas
opções com cuidado, de forma que você consiga distinguir estes modelos
genuínos de artefatos inúteis, irresponsavelmente comercializados,
projetados levando em consideração apenas a estética e cuja principal
intenção é beber combustível.

3. O CAMINHÃOE ssa classe se refere a qualquer tipo de veículo de carga de tamanho
médio, de vans a caminhões de entregas e veículos de recreação. C om um
alto consumo de combustível, capacidade off-road limitada (dependendo
do modelo) e geralmente carregando cargas imensas e desajeitadas, esses
veículos podem ser considerados a pior escolha em termos de transporte.
E m muitos casos, os caminhões empacam tanto em ambientes urbanos
quanto rurais, transformando seus ocupantes em comida enlatada.
4. O ÔNIBUSAssim como a classe anterior, esses imensos
monstros das estradas podem representar perigo
para seus motoristas tanto quanto os mortosvivos. E squeça a velocidade, a dirigibilidade, a
eficiência do combustível, a capacidade off-road,
o vigor, ou qualquer outra característica que você considerará necessária
para escapar de uma área infestada. Um ônibus não tem nenhuma delas.
I ronicamente, se um ônibus tem alguma "vantagem", ela não tem nada a
ver com fuga ou defesa. E m duas ocasiões, grupos de caça dirigiram ônibus
de polícia por áreas infestadas e utilizaram seus veículos como fortalezas
móveis. A não ser que você planeje usar um ônibus dessa maneira, passe
longe desse tipo de veículo.
5. O CARRO BLINDADOE stes tanques civis são, no mínimo, raros. A não
ser que você trabalhe em uma empresa de
segurança privada ou possua uma vasta fortuna
pessoal, dificilmente terá acesso a um desses
veículos. Apesar de sua pouca velocidade e a

ausência da capacidade de trafegar em todos os terrenos, os carros blindados
apresentam diversas vantagens para pessoas em fuga. Sua blindagem sólida
deixa o motorista praticamente invulnerável. Até numa insurreição, aqueles
que estão no interior desse tipo de veículo podem sobreviver por quanto
tempo durarem suas provisões. Uma horda de zumbis de qualquer tamanho
e força seria incapaz de atravessar uma barreira de aço reforçado.
6. A MOTOCICLETA
Definitivamente, a melhor opção para fugir de
uma área infestada. A motocicleta — de forma
mais específica, a mobilete - pode alcançar lugares
inacessíveis para veículos de quatro rodas. Sua
velocidade e dirigibilidade permitem que passem
desapercebidas por uma multidão de zumbis.
Sua leveza permite que sejam empurradas por quilômetros. Obviamente,
há desvantagens. Motocicletas possuem tanques de combustível pequenos e
não oferecem proteção de nenhuma espécie. As estatísticas mostram,
entretanto, que esses defeitos são pequenos. Quando comparadas com os
veículos de outros motoristas que tentam escapar de uma insurreição zumbi,
os pilotos de moto possuem uma taxa de sobrevivência de 23 para 1.
I nfelizmente, 31% das fatalidades envolvendo motocicletas são frutos de
acidentes comuns. M otociclistas afoitos ou arrogantes podem acabar tão
facilmente mortos por um acidente quanto pelas mandíbulas dos mortos que
andam.
7. EQUIPAMENTOS AUTOMOTIVOS ADICIONAIS• Equipamento para recauchutagem de pneus
• Bomba para encher pneus
• C ombustível extra (tanto quanto possa ser carregado e armazenado do
lado de fora da cabine)
• Peças extras (dentro dos limites de tamanho)
• Rádio de ondas curtas

• Manual de instruções
• Kit de reparos (cabos para baterias, macaco etc.)
8. TRANSPORTE RODOVIÁRIO ALTERNATIVO
A. O cavalo
N inguém pode contestar a vantagem óbvia de uma escapada a cavalo.
O abastecimento num posto de gasolina torna- se irrelevante. Os
suprimentos extras ficam reduzidos a comida, cobertor e alguns remédios
adicionais. As opções de terreno aumentam, já que quatro cascos não
precisam de uma estrada. Antes do luxo dos automóveis, as pessoas
viajavam quase que com a mesma eficiência nesses animais velozes e
robustos. N o entanto, antes de subir em sua sela e cair na estrada, tenha em
mente algumas advertências simples. C omo pode afirmar qualquer pessoa
que já montou num pônei quando criança, andar a cavalo requer
habilidade.
E squeça como cavalgar parece fácil nos filmes de bangue-bangue. E
difícil dominar a habilidade necessária para montar e cuidar de cavalos. A
não ser que você já saiba como fazê-lo, não ache que conseguirá aprender
durante a viagem. Outra desvantagem, específica de situações em que
lidamos

com zumbis, é que os cavalos ficam notoriamente assustados com os
mortos-vivos. Até o odor de um zumbi, trazido pelo vento e talvez a
quilômetros de distância de sua origem, será suficiente para levar grande
parte dos cavalos à histeria. I sso pode ser um vantajoso aviso para cavaleiros
extremamente experientes, alguém que saiba como controlar seu animal.
P ara a maioria, entretanto, o resultado pode ser um cavaleiro catapultado
para o chão, bastante machucado. O cavalo, neste momento, não apenas
deixará seu desafortunado cavaleiro desamparado, como também relinchos
desvairados servirão para alertar os zumbis próximos.
B. A bicicletaUm meio de transporte único, a bicicleta reúne o melhor dos dois
mundos. A bicicleta comum é rápida, silenciosa, movida a músculos e fácil
de ser mantida. Acrescente a isso a vantagem adicional de ser o único
veículo que você pode colocar nas costas e carregar se o terreno se tornar
muito acidentado. As pessoas que usam bicicletas para escapar de áreas
infestadas quase sempre estão em melhor situação do que aqueles que estão
a pé. Para um desempenho ainda mais
favorável, use uma mountain bike em vez de o modelo de corrida ou de
recreação. N ão deixe que a rapidez e a mobilidade subam à sua cabeça. Use
o equipamento de segurança padrão e prefira a cautela acima da
velocidade. A última coisa que você deseja é terminar numa vala, com as
pernas quebradas, a bicicleta destruída, o som dos passos pesados dos
mortos-vivos cada vez mais próximos.

TIPOS DE TERRENOGrande parte da evolução de nossa espécie tem sido uma luta para
dominar o meio ambiente. Alguns podem dizer que fomos longe demais.
I sso pode ou não ser verdade. O que não pode ser discutido,
especialmente no caso dos países industrializados do P rimeiro M undo, é que
é possível assegurar o controle completo sobre as forças da natureza. N o
conforto de sua própria casa, você controla os elementos. V ocê decide
quando deve fazer frio ou calor, se o clima deve ser seco ou úmido. V ocê
decide apagar o dia fechando o blackout das cortinas ou expurgar a noite ao
simplesmente acender uma lâmpada. Até os cheiros e, em alguns casos, os
sons do mundo exterior podem ser anulados pelas paredes e janelas
fechadas da bolha artificial que você chama de casa. N esta bolha, o
ambiente recebe ordens de você. Lá fora, no mundo, durante a fuga de uma
turba de zumbis ferozes, acontece exatamente o contrário. V ocê estará à
mercê da natureza, incapaz de mudar até o aspecto mais insignificante do
ambiente a que anteriormente não dava nenhum valor. Aqui, a adaptação
será o segredo para a sobrevivência, e o primeiro passo para esta adaptação é
conhecer seu próprio terreno. C ada ambiente que você encontrar terá seu
próprio conjunto de regras. E stas regras devem ser estudadas e respeitadas
em todas as ocasiões. O respeito determinará se o terreno irá se tornar um
aliado ou um inimigo.

1. FLORESTAS (TEMPERADA/TROPICAL)A densidade de muitas árvores altas melhora a ocultação. Os ruídos de
animais, ou a ausência deles, podem dar um aviso do perigo que está se
aproximando. A terra fofa servirá para encobrir seus passos. Fontes
ocasionais de comida natural (castanhas, frutas, peixes, carne de caça etc.)
irão suplementar e estender as rações que você carrega em sua mochila.
Dormir nos galhos de uma grande árvore pode permitir uma noite de
descanso segura. Uma desvantagem irritante provém do dossel acima de
você. Se ouvir o som de helicóptero no céu, não será capaz de fazer
nenhum sinal rápido o suficiente. E , mesmo se a tripulação o perceber,
precisará de uma grande clareira para aterrissar. P ode ser frustrante ouvir a
salvação mas ser incapaz de vê-la voando por cima de sua cabeça.
2. PLANÍCIESOs espaços abertos permitem que os zumbis avistem você a grandes
distâncias. Se possível, evite esse tipo de local. Se não, vigie os mortos-vivos

com toda a atenção. Assegure-se de que você os verá antes que eles o vejam.
J ogue-se no chão imediatamente. E spere até que eles passem. Se for
necessário se locomover, rasteje. M antenha-se no chão até que tenha saído
da zona de perigo.
3. CAMPOSP ara se esconder, nada funciona melhor do que o mato alto. A questão é:
isso funcionará a seu favor ou contribuirá para um necrófilo sorrateiro? O
barulho será um fator crítico. C aminhar no mato seco criará um alarido
suficiente para atrair zumbis de todas as partes. M esmo que o mato esteja
totalmente molhado, atravesse os campos devagar, ouvindo
cuidadosamente e esteja pronto para o combate corpo-a- corpo a qualquer
momento.
4. MONTANHASV iajar por um terreno íngreme limitará sua visibilidade. Se possível, evite
lugares altos. M antenha-se nos vales. Fique atento aos topos das colinas no
caso de um zumbi inesperado poder avistá-lo. L ocais altos podem ser úteis
para achar algum pertence dentro de sua mochila, confirmar sua rota e
verificar as localizações dos zumbis na área. Aproxime-se de locais altos com
extrema cautela. V iaje devagar, com o olhos atentos a qualquer figura
encurvada e os ouvidos alertas para aquele grunhido típico.

5. PÂNTANOSSe possível, evite a todo custo áreas alagadas. O barulho de seu corpo
chapinhando na água impede qualquer movimento furtivo. A vida
selvagem venenosa e predadora é tão ameaçadora quanto os mortos-vivos.
A lama fofa impedirá seu avanço, especialmente com uma mochila pesada.
Sempre procure por terra firme e seca. Quando necessário, vague apenas
pelas águas mais rasas. Fique atento a oscilações na água ou a qualquer
movimento subaquático. Um zumbi pode ter afundado na lama fofa e ter
ficado de tocaia logo abaixo da superfície. P rocure por rastros ou carcaças de
animais. C omo nas florestas, ouça a vida selvagem. Sua presença física
também agirá como um mecanismo de aviso prévio. C entenas de animais
diferentes e várias espécies de pássaros vivem nesse ecossistema. Só a
ameaça causada por grandes predadores seria suficiente para silenciá-los.
C aso você se encontre no meio de um pântano e, de repente, não ouvir
absolutamente nada, saberá que os mortos-vivos estão por perto.

6. TUNDRASE ste ambiente subártico é o mais propício para o ser humano na face da
Terra. As longas noites de inverno são seguras para viajar, uma vez que as
temperaturas extremamente baixas congelam os zumbis pelo caminho. Os
longos dias de verão colocam os seres humanos, que são dependentes da
visão, em pé de igualdade com seus perseguidores mortos- vivos, que se
guiam igualmente utilizando todos os sentidos. I sso lhe dará mais tempo
para permanecer na estrada. I ronicamente, o crepúsculo subártico tem se
provado uma grande ajuda para um sono mais relaxado e profundo.
Fugitivos que armaram acampamento para passar a "noite" relatam,
coerentemente, a possibilidade de descansar de verdade sem o medo de
uma multidão pútrida correndo em direção a eles, saída da escuridão.
7. DESERTOSAlém das áreas urbanas, as zonas quentes e áridas podem ser os
ambientes mais perigosos da Terra. M esmo sem a ameaça de zumbis, a
desidratação e/ou insolação podem matar um ser humano saudável em
algumas horas. A melhor maneira de evitar essas condições letais é,
evidentemente, viajar a noite. I nfelizmente, isso será impossível, já que
movimentos noturnos são desencorajados durante uma insurreição. A
viagem deve ocorrer nas três horas antes do amanhecer e nas três horas
após o crepúsculo. Deve-se passar a parte mais ensolarada e quente do dia
num local fixo e abrigado da luz. Utilize as horas de total escuridão para
descansar.

I sso tornará sua jornada mais lenta, mas reduzirá enormemente os riscos
de um ataque. M ais do que em qualquer outro tipo de terreno, assegure-se
de que você possui água suficiente para sua jornada ou sabe exatamente
onde obtê- la. Se possível, evite a todo custo os desertos. N unca se esqueça
de que este ambiente pode matá-lo tão facilmente (]uanto a qualquer morto
que anda.
8. MEIOS URBANOSC omo já afirmamos antes, as áreas com alta densidade populacional
devem ser evitadas a todo custo quando você está fugindo. O perímetro
desses locais se transformará num turbilhão de caos inenarrável. I magine
um grande número de pessoas - digamos, meio milhão - deixadas por conta
própria numa cidade sem água corrente, eletricidade, telefones,
abastecimento de comida, assistência médica, coleta de lixo, controle de
incêndios ou forças da lei? Agora acrescente a essa situação milhares de
criaturas humanóides carnívoras espreitando pelas ruas manchadas de
sangue. I magine meio milhão de seres humanos - apavorados, desvairados,
frustrados, lutando pela vida. N enhum campo de batalha convencional,
nenhum tumulto, nenhum distúrbio "comum" de ordem social pode
preparar você para o pesadelo que é uma cidade sitiada pelos mortos-vivos.
Se você precisar ignorar todo o bom senso e viajar por uma área urbana, as

regras de sobrevivência a seguir aumentarão (mas não garantirão de
maneira alguma) suas chances de sair vivo:
A. Conheça a área!E sta regra deve ser repetida, pois, em nenhum outro local, ela é mais
essencial do que nas áreas urbanas. Qual é o tamanho da cidade em que
você está entrando? Qual é a largura de suas ruas? Quais são os pontos de
engarrafamento, como pontes e túneis? Quais são os becos e ruas sem saída?
Onde ficam as fábricas, as usinas químicas, ou outros lugares que
armazenam materiais perigosos? Quais são os locais de cons- i rução que
podem apresentar obstáculos? E stes lugares são áreas planas, abertas, ou
campos para jogos e parques por onde você pode cortar caminho? Onde
ficam os hospitais, delegacias de polícia, igrejas ou qualquer outro edifício
onde os zumbis podem ser atraídos para seres humanos escondidos? Um
mapa da cidade pode ser essencial, um guia adicional seria ainda melhor,
mas o conhecimento em primeira mão ainda é o ideal.
B. Nunca use veículos de quatro rodasA probabilidade de encontrar uma rua livre de um extremo da cidade a
outro é praticamente nula. A não ser que você tenha uma fonte de notícias
atualizadas a cada segundo sobre cada uma das rotas, nem ao menos pense
em tentar achar um caminho com seu carro, caminhão, ou utilitário
esportivo. Uma moto permitirá que você contorne escadas bloqueadas. Seu
barulho, entretanto, anula esta vantagem. V iajando a pé ou de bicicleta,
você terá as vantagens da velocidade, da furtividade e da versatilidade
nesse labirinto de concreto.
C. Utilize as vias expressas
Se uma insurreição se transformou de uma batalha ativa numa
infestação total, a rota mais segura será a via expressa. Desde a década de
1950, as vias expressas são construídas através de todas as cidades de grande
e médio porte dos E stados Unidos. Seus projetos são geralmente retos,
diminuindo o tempo de viagem. L ongas seções são alinhadas com cercas
altas ou são suspensas acima do chão, o que torna quase impossível que os
necrófilos alcancem. Se eles encontrarem uma rampa de acesso ou uma
brecha nas cercas, você ainda terá a velocidade tanto para seguir para longe
(em sua bicicleta ou moto) ou simplesmente correr. Veículos de quatro rodas
não são, mais uma vez, uma opção, já que todas as vias expressas estarão,
sem dúvida nenhuma, engarrafadas com veículos parados. Muitos abrigarão
zumbis — humanos mordidos que tentavam fugir da cidade, sucumbiram a
seus ferimentos e foram reanimados ainda presos a seus assentos pelo cinto
de segurança. E xamine cada um dos veículos antes de se aproximar e preste
atenção naqueles com janelas abertas ou quebradas. M antenha sua
machadinha pronta para que possa ser pega com rapidez. Seja
extremamente cuidadoso ao utilizar armas de fogo, mesmo que com
silenciadores ou qualquer outro acessório. L embre-se que você está
caminhando por um campo minado com tanques de gasolina cheios ou
parcialmente completos. Uma bala perdida ou uma única faísca, e os
mortos-vivos serão o menor dos seus problemas.
D. Mantenha-se acima do chãoC anais de águas pluviais, metrôs, esgotos e outros tipos de estruturas
subterrâneas podem abrigá-lo das hordas que se encontram nas ruas.
E ntretanto, como no caso das vias expressas, você corre o risco de ser
encurralado por zumbis já escondidos na área. P orém, ao contrário das vias
expressas, você não pode se dar ao luxo de saltar por um muro ou pular por
uma passagem superior. Se for confrontado, pode não haver para onde
correr. V iajar por baixo do solo também assegura uma escuridão
permanente, o que já é um golpe contra você. A acústica da maioria dos
túneis está longe de ser a que encontramos acima do chão. Embora isso possa
impedir que os zumbis saibam exatamente a sua posição, irá liberar uma

reação em cadeia através de sua passagem subterrânea. A não ser que você
seja um especialista no sistema — a não ser que você tenha ajudado a
projetar, construir ou mantê-lo - não vá a nenhum lugar próximo a essas
áreas.
E. Fique atento ao fogo amigoM esmo numa cidade, ou parte dela, que tenha sido declarada
"infestada" (completamente tomada pelos zumbis), ainda haverá focos de
humanidade. Sem dúvida esses sobreviventes irão atirar primeiro e
identificar seus atacantes depois. P ara evitar o fogo amigo, esteja alerta a
grupos de zumbis. I sso pode indicar uma batalha ainda em andamento.
Procure, também, por pilhas de corpos. Eles podem marcar a linha de tiro de
um atirador de tocaia posicionado numa fortaleza próxima. E scute o som do
tiro, tente determinar sua localização e evite o local. Olhe e ouça em busca
de outros sinais como fumaça, luz nas janelas, vozes humanas ou o som de
máquinas. N ovamente, procure por corpos. M ontes de corpos,
especialmente aqueles que estão olhando para uma única direção, denotam
uma tentativa planejada pelos mortos-vivos de atingir um objetivo. O fato
de que eles caíram no mesmo local poderia significar que um atirador de
tocaia bem treinado os alvejou de um raio fixo. Se você sentir que está se
aproximando de seres humanos, não tente fazer contato. P roduzir sons
reconhecíveis ou gritar "N ão atire!" ao longo do caminho apenas atrairá
mortos-vivos.
F. Entre ao amanhecer, saia quando anoitecerA não ser que a cidade seja grande demais para ser atravessada à luz do
dia, nunca pare e descanse dentro de seus limites. C omo já foi dito antes, os
perigos que envolvem uma viagem noturna pela área rural multiplicam-se
por cem num ambiente urbano. Se você se encontrar prestes a entrar numa
cidade faltando apenas algumas horas para o anoitecer, recue para o campo
para passar a noite. Se você estiver próximo dos limites da cidade, faltando
apenas alguns minutos para o sol se pôr, vá em frente até que encontre

algum lugar sem mortos-vivos para montar acampamento. E sta é a única
ocasião em que viajar durante a noite é aceitável. O campo na escuridão é
sempre mais seguro (relativamente) do que a cidade em plena luz do dia.
G. Durma com uma rota de fuga em menteE m algumas cidades, é logisticamente impossível atravessar num único
dia. E specialmente agora, com o crescimento urbano e o "recuo" (a obrigação
de haver um espaço entre dois centros urbanos), torna-se mais difícil definir
os limites de uma cidade. N estes casos, será necessário encontrar um local
apropriado para dormir ou, pelo menos, repousar para o dia seguinte.
P rocure por edifícios, preferivelmente com não mais de quatro pavimentos,
situados próximos de outros (mas que não cheguem a tocá-los). Uma
construção com um telhado plano e uma única entrada pode se tornar seu
melhor abrigo temporário. Primeiro, assegure-se de que você pode pular com
facilidade de um telhado para outro. Segundo, tranque a porta que leva ao
seu telhado. Se isto for impossível, faça uma barricada com objetos que farão
o maior barulho possível quando quebrados. Terceiro, sempre tenha um
plano de fuga a longo prazo, assim como um de curto prazo também. Se os
zumbis estiverem cambaleando cm cima do telhado, acorde a tempo e pule
para o próximo telhado, e possivelmente para o seguinte até finalmente
checar à rua. E o que fazer depois? B em, sem um plano de fuga a longo
prazo, tudo que você terá feito será ter pulado direto no fogo do inferno.
MEIOS DE TRANSPORTE ALTERNATIVOS
1. AÉREOS
As estatísticas demonstram que voar é a melhor maneira de viajar. N o
caso de uma fuga de área infestada, isso não pode- i ia ser uma verdade
maior. O tempo de viagem pode ser reduzido a minutos. O terreno e outras
barreiras físicas tornam-se insignificantes. A necessidade de comida,
suprimentos e praticamente cada lição deste capítulo desaparecem
enquanto você voa alto, bem acima das cabeças dos necrófilos que se
proliferam. E ntretanto, as viagens aéreas podem ter suas desvantagens.
Dependendo do tipo de aeronave e das condições em questão, estes
empecilhos podem anular qualquer vantagem de seguir pelos ares.
A. Aeronave de asa fixaP ela rapidez e a disponibilidade, nada supera o aeroplano padrão,
assumindo-se que pelo menos uma pessoa em seu grupo saiba pilotar. O
combustível será literalmente uma questão de vida ou morte. Se sua viagem
necessitar de uma escala para abastecimento, assegure-se de que você
conhece a localização exata e que com toda certeza o pouso será seguro. N os
primeiros estágios de uma insurreição, muitos cidadãos decolam com seus
aviões particulares sem nenhum conhecimento de seu destino. M uitos
sofrem acidentes, enquanto outros tentam reabastecer em áreas infestadas.
Em um determinado caso, um ex-piloto de acrobacia conduzia seu avião por
uma zona de perigo, ficou sem combustível e tentou pular de pára-quedas
para tentar se salvar. N o momento em que tocou no solo, todos os zumbis
dentro de um raio de 16 quilômetros viram seu avião explodir e lentamente
se aproximaram da posição onde o piloto se encontrava. (O resultado foi
relatado por outro piloto.) Os hidroaviões não têm esse risco em potencial
(dado que você permanece sobre as águas). E ntretanto, forçar a
aterrissagem no meio de um lago ou oceano pode deixar você seguro em
relação aos necrófilos, mas não da natureza. L eia relatos de pilotos da
Segunda Guerra M undial que passaram semanas em botes salva-vidas
depois de serem alvejados e você vai querer pensar duas vezes antes de
entrar em seu pássaro anfíbio.

B. HelicópteroA capacidade de aterrissar em qualquer estrutura, a qualquer momento,
representa uma grande vantagem em relação à aviação de asa fixa. Ficar
sem combustível não é uma sentença de morte, assim como você não
precisa de uma faixa de terra para pousar. M as e se você descer de seu
helicóptero e se deparar com um ambiente hostil? O barulho por si só já
anunciará sua presença. Aplique as mesmas regras dadas para aeronaves de
asa fixa no que diz respeito ao reabastecimento.
C. BalãoUma das mais primitivas máquinas de voar é, na
verdade,
uma das mais eficientes. Um balão, tanto de ar quente quanto de hélio,
pode permanecer no céu por semanas. A desvantagem, entretanto, é a falta
de propulsão. Os balões dependem, em sua maioria, de correntes térmicas e
de vento. A não ser que você tenha uma longa experiência, fugir em um
balão pode ser pouco mais seguro do que ficar pendurado impotente sob um
terreno hostil.
D. Dirigível
E les podem parecer ridículos, pode ser quase impossível encontrá-los,
mas se você está querendo uma viagem aérea, nada pode ser melhor do que
um dirigível preenchido com hélio. E sses pequenos dirigíveis aperfeiçoados
durante a P rimeira Guerra M undial e também nas tentativas de substituir
os aviões, foram quase abandonados após o desastre de H indenburg, em
1937. H oje, as únicas funções dessas aeronaves vão pouco além de servirem
como letreiros flutuantes ou carregadores de câmeras aéreas em eventos
esportivos. Durante uma infestação, entretanto, eles combinam a
longevidade de um balão com a mobilidade e capacidade de pousar em
qualquer terreno de um helicóptero. Os dirigíveis foram utilizados em quatro
ocasiões durante insurreições zumbi — uma para escapar, outra para
estudar e duas vezes para missões de busca e destruição. Todas as tentativas
mostraram-se retumbantes sucessos.
2. AQUÁTICOSOs barcos, quase que em qualquer formato, foram consagrados como a
forma mais segura de transporte durante um ataque. C omo afirmamos
anteriormente, apesar de os zumbis não utilizarem seus pulmões e poderem
viajar debaixo d'água, eles não têm a coordenação necessária para nadar.
P or essa razão, viajar em um barco possui muitas das mesmas vantagens que
voar. M uitas vezes, pessoas que escaparam atravessando algum corpo
aquático e olharam para baixo, deram de cara com necrófilos que olhavam
para elas do fundo. M esmo que a quilha do barco esteja a menos de um
centímetro do alcance de um zumbi, os seres humanos dentro da
embarcação não têm nada a temer. E studos mostram que as fugas sobre as
águas têm um índice de sobrevivência cinco vezes maior do que as
realizadas na terra. Graças ao fato de a maior parte dos E stados Unidos ser
crivado por rios e canais, o transporte é teoricamente possível por centenas
de quilômetros. E m alguns casos, as pessoas que utilizaram barcos como se
fossem ilhas artificiais em lagos ou represas sobreviveram por semanas,
enquanto as margens eram infestadas por mortos-vivos.

A. Tipos de propulsão
1. M otor:
O combustível fóssil não apenas proporciona alta velocidade
como também o controle inigualável de qualquer tipo de via navegável. A
desvantagem óbvia é o estoque finito. M ais uma vez, assegure-se de possuir
combustível suficiente para toda a viagem ou saiba exatamente onde são
mantidos estoques repletos e seguros. Outro problema, corno se podia
esperar, é o barulho. V iajar a velocidades mais lentas conservará o
combustível, mas também alertará qualquer zumbi dentro do campo de
audição das margens (um motor lento faz tanto ruído quanto um
acelerado). M otores de combustível fóssil também têm seu lugar. N uma
emergência, eles podem oferecer um arroubo de energia. Use-os apenas
quando necessário, e seja sempre cuidadoso.
2. Veleiro: O vento é a mais consistente fonte de energia. Seu
aproveitamento permitirá que você viaje sem se preocupar em racionar
combustível. Outras embarcações movidas pelo vento, diferentes das velas
oscilantes, têm como marca registrada o mesmo tipo de ruído que uma alga
flutuante - quase zero. I nfelizmente, o vento também é altamente
imprevisível. Um dia de calmaria pode deixar você encalhado, uma
ventania forte possivelmente fará com que seu barco vire de cabeça para
baixo. E m nove entre dez ocasiões, o vento não estará soprando na direção
correta. E, mesmo que esteja,

desacelerar ou parar não será tão fácil quanto simplesmente desligar um
motor. Qualquer pessoa inexperiente pode pilotar um barco a motor,
entretanto, manejar um veleiro requer habilidade, paciência, inteligência e
anos de prática. Lembre-se disso antes de correr para o veleiro mais próximo,
içar a bujarrona e encontrar o vento soprando diretamente para os mortosvivos.
3. Músculos: O que pode ser mais simples do que remar? Com um pouco
de prática, qualquer um pode impulsionar e manobrar sua própria
embarcação. E is, entretanto, a maior desvantagem deste método, tão
simples quanto a humanidade: você se cansa. I sso deve ser levado em
consideração quando planejar sua jornada marítima. A que distância você
precisa ir? Quantas pessoas estão viajando com você? M esmo estabelecendo
turnos nos remos, o grupo conseguirá alcançar seu destino antes que todos
estejam exaus-

tos? A não ser que você tenha um motor de emergência ou uma vela,
seja cuidadoso ao planejar jornadas que dependam inteiramente dos
músculos humanos. L embre-se: os seres humanos precisam de descanso; os
zumbis, não. P or que colocar a si mesmo numa situação que opõe sua maior
fraqueza contra a maior vantagem de seu inimigo?
REGRAS GERAISA pior coisa que você pode fazer ao pisar em um barco é acreditar que o
perigo terminou. E ssa falsa sensação de segurança já causou a morte de
centenas de pessoas, vítimas que poderiam facilmente ser sobreviventes
caso se mantivessem cm guarda e com a mente trabalhando. E scapar pelas
águas não é diferente de escapar pelo ar ou por terra. Os avisos devem ser
considerados, as regras devem ser seguidas e as lições devem ser aprendidas
de trás para frente para uma jornada segura e bem-sucedida.
1. C O N H E ÇA S UAS VIAS AQ UÁTICH Aá S :alguma obstrução? E
represas, pontes, corredeiras, ou cachoeiras? C omo em terra firme, o
conhecimento detalhado das vias aquáticas que você irá encontrar é
essencial antes de iniciar sua jornada.
2. M AN TE N H A-S E E M ÁG UAS P R O FUN D P r A efS e:rivelmente mais
profundas do que quatro metros. Qualquer localização mais rasa permitirá
que um zumbi seja capaz de alcançar seu barco. M uitas escapadas
fracassaram graças a mortos-vivos submersos, especialmente em águas

escuras. Outros barcos perderam partes de seus propulsores ou uma seção
do leme ao atingir um zumbi camuflado embaixo d'água.
3. NÃO ECONOMIZE EM SUPRIMENTOS: M uitas pessoas acreditam
que viajar por um rio ou canal elimina a necessidade de rações
empacotadas. Apesar de tudo, por que não pescar e beber a água que está
logo abaixo de você? I nfelizmente, os dias de H uckleberry Finn, quando os
rios eram limpos e abundantes, há muito já se foram. Após décadas de
descargas de lixo industrial, a maior parte dos rios não está em condições de
prover vida. M esmo sem poluentes artificiais, muitos rios e lagos carregam
bactérias suficientes, provenientes de dejetos humanos e animais, para
causar doenças potencialmente letais. Conclusão: sempre carregue comida e
água fresca suficientes para a duração de sua viagem. Um filtro de nível três
também deve ser utilizado para cozinhar e tomar banho.
4. P R E S TE ATE N ÇÃO O N D E AN C O RC Ao R m !: muita freqüência, as
pessoas que se sentem seguras em seus barcos parados, durante a noite,
lançam a âncora e tiram um bom cochilo. Algumas nunca mais acordam.
Zumbis que estão caminhando no fundo da água podem ouvir um barco se
aproximando, assim como o som de uma âncora atingindo a lama. Após
encontrar a corrente, eles podem utilizá-la para escalar até o barco. Sempre
deixe pelo menos uma pessoa de guarda caso isso aconteça, e esteja
preparado para cortar a corrente ao menor sinal de problemas.

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