para entender o motivo, já percebia que Coruscant era diferente dos outros planetas.
Veteranos experientes ficavam sempre impressionados com a aparência estranha do
planeta quando visto do espaço. Ao invés do azul claro e matizes de branco presentes nos
planetas ainda verdes e intocados, Coruscant exibia uma estranha tonalidade de cinza,
dando a impressão de ser o reflexo da luz solar no metal.
A impressão não era enganosa. Os dias em que qualquer forma de estado natural podia
ser vista em Coruscant estavam num passado distante. Prédio por prédio, a capital se
expandiu pelos séculos. Florestas, montanhas, cursos d’água e formações naturais foram
cobertas. A atmosfera era filtrada através de reguladores de oxigênio e limpa por
escovadoras, sendo a água recolhida e estocada em imensos tanques artificiais. Animais,
pássaros, plantas e peixes nativos podiam ser encontrados nos museus ou em salas
climatizadas. Como Anakin podia ver a partir do posto de observação do transporte Real,
que agora aterrissava, Coruscant havia se tornado um planeta de arranha-céus, com suas
torres metálicas brilhantes apontando para o céu e formando uma floresta de lanças
pontiagudas, um exército de gigantes congelados cobrindo o horizonte em todas as
direções.
O menino olhava o planeta-cidade em reverência, buscando um intervalo na interminável
floresta de edifícios, sem encontrar nenhum.
Ele lançou um olhar para Ric Olié no assento do piloto, e Ric sorriu.
–Coruscant, capital da República, um planeta inteiro transformado em uma
cidade. — Ele piscou. — Um lugar legal para visitar, mas não gostaria de viver
lá.
–É tão grande! — suspirou o garoto.
Eles entraram numa pista de tráfego e cruzaram vagarosamente o labirinto de edifícios
imensos, deslizando pelas faixas de orientação magnéticas que dirigiam os veículos
aéreos. Ric explicou a Anakin como funcionavam, que mal ouvia, ainda com a atenção
presa pela vastidão da cidade. Na parte traseira, os Jedi se movimentavam
silenciosamente. Jar Jar estava agachado do outro lado, espiando o visor do posto de
observação, claramente aterrorizado com o que via. Anakin sabia que o Gungan sentia falta
dos pântanos em casa, exatamente como o menino pensava em como preferia o deserto.
O transporte Real diminuiu a velocidade, saindo das faixas de trânsito, em direção a um
galpão de aterrissagem próximo a um amontoado de edifícios imensos. Anakin olhou para
baixo incrédulo. Eles estavam a várias centenas de andares acima, centenas e centenas de
metros no ar. Ele afastou o olhar, engolindo seco.
A nave entrou no galpão com uma suave batida na plataforma de aterrissagem, sua
braçadeira antigravitacional travando no lugar. A rainha aguardava no corredor principal
com seu séquito de aias, os guardas e o capitão Panaka. Ela meneou a cabeça para QuiGon, indicando que ele deveria liderar o grupo. Dando a Padmé um sorriso rápido, Anakin
seguiu logo atrás do Mestre Jedi, enquanto este se dirigia ao corredor da escotilha.
A escotilha se abriu, a rampa de embarque foi abaixada, e os Cavaleiros Jedi, Anakin
Skywalker e Jar Jar Binks saíram para a luz do sol de Coruscant. O menino passou os
primeiros minutos se concentrando em não se impressionar, o que ficou ainda mais difícil,
uma vez estando fora da nave. Ele manteve os olhos na rampa e em Qui-Gon, no início,
não se permitindo olhar em volta, por medo de acabar caminhando diretamente para o
espaço.
Dois homens vestidos em roupas oficiais do Senado da República estavam no final da
rampa, flanqueados por um contingente de guardas republicanos. Os Jedi se aproximaram
dos dois e inclinaram formalmente a cabeça em cumprimento. Anakin e Jar
Jar rapidamente fizeram o mesmo, apesar de somente Anakin saber para quem se
inclinava e por qual motivo.
A rainha Amidala então apareceu, vestida em seu robe preto e dourado com o pendente da
cabeça feito de penas emprestando altura e leveza a seus movimentos enquanto descia a
rampa. Suas aias a rodeavam, enroladas em seus mantos vermelho-carmim, os rostos
quase invisíveis sob as sombras de seus capuzes puxados. O capitão Panaka e os guardas
Naboo os acompanhavam. Amidala parou em frente aos dois homens que aguardavam, os
olhos se voltando para o homem de face gentil e olhos ansiosos.
O senador Palpatine, o emissário da rainha para a Senado da República, se inclinou em
boas-vindas, a mãos nas dobras dos robes azul-esverdeados.
–E um grande alívio encontrá-la com vida, Majestade — ele disse com um sorriso, se
endireitando. — Apresento o chanceler supremo Valorum.
Valorum era um homem alto, de cabelo grisalho e idade indeterminada, aparentemente
nem jovem nem velho, sua constituição física e voz fortes. — E uma honra finalmente
conhecê-la pessoalmente.
Devo informá-la de como estamos todos aflitos com a situação em Naboo. Eu convoquei
uma sessão especial do Senado para que possa apresentar seu pedido de socorro.
A rainha manteve o olhar dele fixo sem mover uma fração de centímetro sequer, altiva
em suas vestes oficiais, com o rosto pintado de branco imóvel e frio como gelo. — Estou
grata por sua preocupação, chanceler — disse ela baixo.
Pelo canto do olho, Anakin reconheceu Padmé fitando-o por baixo do capuz. Quando ele se
voltou para ela, a moça deu uma piscadela e ele enrubesceu.
Palpatine estava ao lado da rainha, indicando um ônibus aéreo que os aguardava. — Há um
problema de procedimento, mas acredito que podemos superar isso — ele dizia enquanto a
acompanhava pela rampa de embarque, com suas aias, o capitão Panaka e os guardas
seguindo logo atrás.
Anakin começou a seguir com Jar Jar a seu lado, então, parou quando viu que os Jedi ainda
estavam conversando com o chanceler supremo Valorum. Anakin olhou em dúvida para
Qui- Gon, sem saber para onde deveria ir. A rainha e seu séquito diminuíram o passo em
resposta e Amidala fez sinal para Anakin e Jar Jar se juntarem a eles. Anakin olhou
novamente para Qui- Gon, que assentiu sem palavras.
Ao entrar no ônibus com a rainha, Anakin e Jar Jar se acomodaram silenciosamente na
banco traseiro. O senador Palpatine, à frente, olhou para eles por cima do ombro, com um
olhar intrigado antes de se voltar para a frente.
–Mim não sentir bem estar aqui, Annie — sussurrou incerto o Gungan.
Anakin concordou e apertou a boca determinadamente.
Eles voaram uma curta distância para um outro grupo de prédios e para outro hangar de
aterrissagem, este certamente designado para transporte de passageiros. Lá
desembarcaram e foram levados por Palpatine até seu alojamento, uma parte do qual
havia sido preparada para a rainha e seus acompanhantes. A Anakin e Jar Jar foi dado um
quarto e a oportunidade para se lavarem e, depois, foram deixados a sós. Algum tempo
depois, foram chamados por uma aia — não era Padmé, notou Anakin desapontado — e
foram levados para uma sala de espera situada do lado de fora do que parecia ser o
escritório de Palpatine.
–Aguardem aqui — instruiu a aia e desapareceu pelo corredor.
As portas do escritório do senador estavam abertas, e o menino e o Gungan podiam ver
claramente seu interior. A rainha estava presente, trajada num vestido de veludo púrpura,
que envolvia, com drapeados, seu corpo esbelto, as mangas longas e fofas, penduradas
graciosamente em seus braços elegantes. Uma coroa em forma de leque amada com
contas e borlas adornava sua cabeça. Ela estava sentada em uma cadeira, ouvindo o que
Palpatine dizia. As aias estavam de um lado, trajando robes vermelho-carmim com
capuzes.
Anakin não achou que nenhuma delas era Padmé. Ele pensou se devia ir procurá-la ao invés
de ficar ali, mas não sabia onde procurar.
A conversa lá dentro parecia decididamente um monólogo, com o senador Palpatine
gesticulando animadamente enquanto andava pelo escritório, a rainha dura como pedra.
Anakin desejou ouvir o que estava sendo dito. Ele olhou para Jar Jar e podia dizer pelo
olhar inquieto do Gungan que ele desejava a mesma coisa. Quando o capitão Panaka
passou por eles e entrou no escritório e olhou os dois rapidamente, Anakin se levantou
impulsivamente. Fez um gesto para que Jar Jar ficasse onde estava, colocando um dedo
nos lábios em sinal de aviso e se moveu para perto da porta. Através da abertura entre a
porta aberta e o batente, ele podia ouvir as vazes de Palpatine e da rainha, abafadas e
indistintas. Palpatine havia parado de se movimentar e estava parado em frente à rainha,
sacudindo a cabeça. — A República não é mais o que era. O Senado está cheio de
delegados ambiciosos e competitivos que só se preocupam consigo mesmos e com seus
sistemas de origem.
Não há interesse pelo bem comum — nenhuma civilidade, apenas política. — Ele suspirou
preocupado. — É nojento. Tenho que ser franco, Majestade. Há pouca chance do Senado
intervir na invasão.
Amidala ficou em silêncio por um momento. — Chanceler Valorum acha que existe
esperança.
–Se posso falar, Majestade — replicou o senador, com a voz gentil, mas triste — o
chanceler tem pouco poder real. Ele está sob a mira de acusações falsas de
corrupção. Um escândalo fabricado o cerca. Os burocratas estão no domínio agora.
A rainha se ergueu altiva e firme à frente dele. — Que opções nós temos, senador?
Palpatine pareceu pensar no assunto um momento. — Nossa melhor opção seria forçar a
eleição de um chanceler supremo mais forte — alguém que controlasse a burocracia,
aplicasse as leis e nos desse justiça. — Ele alisou os cabelos grossos puxando-os para
trás. — Sua Majestade poderia alegar que não confia no chanceler Valorum.
Amidala não pareceu convencida. — Valorum tem sido nosso mais forte aliado. Não há
outro jeito?
Palpatine estava à sua frente. — Nossa única opção seria submeter o assunto à Corte...
–Não há tempo para isso — interrompeu a rainha rapidamente, com um sinal de raiva
em sua voz. — As cortes demoram ainda mais que o Senado para decidir as coisas.
— Ela se deslocou propositadamente, o tom de voz afiado. — Nosso povo está
morrendo, mais e mais a cada dia. Temos que fazer algo rapidamente. Temos que
parar a Federação de Comércio antes que as coisas fiquem ainda piores.
Palpatine lançou um olhar duro a Amidala. — Para ser realista sobre o assunto, Alteza,
acredito que teremos de aceitar o controle da Federação de Comércio como algo
consumado — por enquanto, pelo menos.
A rainha sacudiu a cabeça vagarosamente. — Isso é algo que não posso fazer, senador.
Eles se olharam fixamente durante o silêncio que se seguiu, e Anakin Skywalker, escondido
atrás da porta, se encontrou subitamente pensando no que teria acontecido com Qui-Gon
Jinn.
Diferentemente dos outros prédios na vasta área de Coruscant, o Templo Jedi ficava
sozinho. Era uma pirâmide colossal com espirais múltiplas que se erguia para o céu desde
sua base seta. Ficava separada do restante dos aglomerados de torres pontudas que se
encontravam no final de um vasto passeio, onde seria menos provável encontrar
isolamento e meditação. Dentro do Templo Jedi viviam os Cavaleiros Jedi e seus alunos,
toda a Ordem voltada para contemplar e estudar a Força, para classificar seus
mandamentos e para conhecer sua disciplina e treinamento para, assim, servir o bem
maior que ela envolve.
A sala do Conselho Jedi dominava a área central do complexo. O Conselho estava em
sessão, as portas fechadas e seus procedimentos escondidos dos ouvidos e olhos de todos
— menos de quatorze pessoas. Doze delas — algumas humanas, outras não - faziam parte
do Conselho, um grupo diverso e experiente que havia gravitado para a Ordem vindo de
todos os cantos da galáxia. Os últimos dois Jedi, convidados do Conselho naquela tarde,
eram Qui-Gon Jinn e Obi-Wan Kenobi.
As cadeiras dos doze membros do Conselho formavam um círculo virado para o lado de
dentro onde estavam Qui-Gon e Obi-Wan de pé: o primeiro revelando os acontecimentos
das últimas semanas; o segundo, de pé a um passo atrás de seu Mestre, ouvindo
atenciosamente. A sala era circular e abobadada, apoiada por pilares graciosos colados
entre janelas amplas abertas para a cidade e para a luz. A forma da sala do Conselho e a
posição das cadeiras refletia a crença Jedi na igualdade e interligação entre todas as
coisas. No mundo Jedi, o equilíbrio da vida dentro da Força era o caminho para a
compreensão e a paz. Qui-Gon estudou os rostos da platéia enquanto falava: cada um
deles lhe era familiar. A maioria era Mestres Jedi como ele, entre eles Yoda e Mace
Windu, veteranos em posição entre os outros. Eles eram mais submissos aos caminhos da
Ordem Jedi do que qualquer um que ele já tivesse visto ou que provavelmente viria a ver.
Ele ficou de pé sozinho no círculo que formava a plataforma do palestrante, designada a
todos que fossem se dirigir ao Conselho, com sua forma alta e larga e sua voz profunda
prendendo a atenção dos presentes e seus olhos azuis se fixando em cada um deles,
constantemente buscando uma reação às suas palavras. Eles o observavam
cuidadosamente — o imponente Ki- Adi-Mundi, a jovem e linda Adi Gallia, o esbelto Depa
Bilaba, Even Piel com sua face de mármore e todos os outros, cada um diferente e único
em aparência, cada um com algo vital a oferecer ao Conselho.
Qui-Gon voltou o olhar novamente para Mace Windu e Yoda, os dois que precisava
convencer, os mais respeitados e poderosos entre aqueles sentados em julgamento.
–Minha conclusão — ele encerrou rapidamente quando terminara sua história — é que
o que me atacou em Tatooine é um Sith Lord.
Um silêncio palpável se seguiu. Então se ouviu um agitar de robes, corpos e pernas
mudando de posição. Olhares foram trocados, assim como murmúrios de incredulidade.
–Um Sith Lord? — repetiu Mace Windu com um resmungo, inclinando-se para a
frente. Ele era um homem forte, de pele escura com uma cabeça raspada e
olhos penetrantes, a face ainda sem rugas, a despeito dos anos.
–Impossível! — irritou-se Ki-Adi-Mundi, não se preocupando em esconder o
desânimo pela sugestão. — O Sith desapareceu há mil anos!
Yoda se moveu levemente na cadeira, uma presença pequena e enrugada em meio a seres
muito maiores, seus olhos estreitos como os de uma pantera da areia, seu rosto, enrugado
e cheio de pelinhos, pensativo voltado para Qui-Gon.
–Ameaçada, a República estará, se os Sith estiverem envolvidos — ele observou com
sua voz profunda e rouca.
Os outros começaram novamente a murmurar entre si. Qui- Gon não disse nada,
aguardando por eles. Eles haviam acreditado no Sith destruído. Eles acreditaram nos Sith
consumidos por sua própria sede de poder. Ele podia sentir Obi-Wan mexer
desconfortavelmente o ombro, tendo problemas em manter seu silêncio.
Mace Windu se inclinou para trás pesadamente, com sua testa forte enrugada. — Isso é
difícil de aceitar, Qui-Gon. Não entendo como os Sith teriam retornado sem nosso
conhecimento.
–Difícil de ver, o lado escuro é — disse Yoda com um pequeno resfolegar. —
Descobrir quem esse assassino é o que nós precisamos.
–Talvez ele se revele novamente — Ki-Adi-Mundi sugeriu com um aceno para
Qui-Gon.
–Sim — concordou Mace Windu. — O ataque tinha objetivo, isso é claro. A
rainha é seu alvo. Já que falhou uma vez, poderá tentar novamente.
Yoda ergueu um braço magro, apontando para Qui-Gon. — Com essa rainha Naboo, você
tem que ficar, Qui-Gon. Proteja-a, você deve.
Os outros murmuraram sua aprovação, evidenciando a confiança que depositavam nas
habilidades do Mestre Jedi. Ainda assim, Qui-Gon nada disse.
–Deveremos usar nossos recursos para revelar esse mistério e descobrir a
identidade do atacante — aconselhou Mace Windu. Ergueu a mão em sinal de
dispensa. — Que a Força esteja com você, Qui-Gon Jinn.
–Que a Força esteja com você — ecoou Yoda.
Obi-Wan se virou para sair. Mas parou quando Qui-Gon não o seguiu, ficando, ao invés
disso, parado ante o Conselho. Obi- Wan prendeu o fôlego, sabendo o que viria.
Yoda inclinou a cabeça. — Mais a dizer, você tem, Qui-Gon Jinn?
–Com sua permissão, Mestre — respondeu o Jedi com o olhar firme. — Encontrei uma
inclinação na Força.
Os olhos de Yoda se abriram levemente — Uma inclinação, você disse?
–Localizada ao redor de uma pessoa? — perguntou Mace Windu rapidamente.
Qui-Gon assentiu. — Um menino. As células dele tem a concentração mais alta de midichlorian que já vi em uma forma de vida. — Ele pausou. — E possível que tenha sido
concebido por
midi-chlorians.
Desta vez, houve um silêncio, devido ao choque. Qui-Gon Jinn estava sugerindo o
impossível, que o garoto não havia sido concebido através de contato humano, mas pela
essência da vida, pelos conectores da própria Força: os midi-chlorians. Agrupando
consciências coletivas e inteligência, os midi-chlorians formam o elo entre tudo que o que
é vivo e a Força.
Mas havia algo mais que perturbava o Conselho Jedi. Havia uma profecia — tão antiga que
suas origens haviam sido há muito perdidas — que um escolhido apareceria, imbuído de
uma abundância de midi-chlorians, um ser poderoso com a Força e destinado a alterá-la
para sempre.
Foi Mace Windu quem expressou os pensamentos do Conselho.
–Você se refere à profecia — disse ele baixo. — Daquele que trará equilíbrio à
Força. Você crê que se trata desse garoto? Qui-Gon hesitou. — Eu não
presumo...
–Mas você acredita! — Yoda disparou desafiante. — Revelada, sua opinião é,
Qui-Gon!
O Mestre Jedi inspirou profundamente. — Solicito que o garoto seja testado.
Novamente, houve silêncio enquanto os membros do Conselho trocavam olhares,
comunicando-se sem palavras.
Olhos se voltaram para Qui-Gon. — Para ser treinado como um Jedi, você solicita para
ele?
–Encontrá-la foi vontade da Força. — Pressionou Qui-Gon atrevidamente. — Não tenho
dúvida disso. Há muita coisa acontecendo aqui para que isso seja outra coisa.
Mace Windu ergueu uma mão, trazendo o debate para um final.
–Traga-os para nós, então.
Yoda assentiu sombriamente, fechando os olhos. — Testado, ele será.
–E hora de irmos, Majestade — aconselhou o senador Palpatine, movendo-se para
juntar uma pilha de cartões de dados de sua mesa.
A rainha Amidala se levantou e Anakin correu de volta para seu assento ao lado de Jar Jar,
dando ao Gungan outro olhar de advertência. Jar Jar pareceu magoado.
–Mim não dizer para eles — afirmou.
Pouco depois, Palpatine acompanhou a rainha e suas aias de seu escritório para a sala de
espera onde o menino e o Gungan esperavam. O senador passou por eles sem olhar,
saindo imediatamente.
A rainha Amidala diminuiu um pouco o passo enquanto passava por Anakin.
–Por que não vocês não vêm conosco? — a aia Rabé disse sem olhar para ele, num
sussurro. — Desta vez não precisará ouvir por trás da porta.
Anakin e Jar trocaram um olhar de surpresa e vexação, então, se levantaram e a
seguiram.


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