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sábado, 26 de novembro de 2016

SD 132 : CÂNONE, UNIVERSO EXPANDIDO E LEGENDS

ESTAMOS EM 1977. O filme “Star Wars” chega aos cinemas. O sucesso
estrondoso do filme surpreende desde os críticos até a própria equipe responsável
por sua produção. O frenesi em torno da saga só faz aumentar com o lançamento
das sequências “Star Wars, episódio V: O Império contra-ataca” e “Star Wars,
episódio VI: O retorno de Jedi”. E fim. Durante muitos anos (que parecem
milênios), George Lucas não acrescentou à saga novas histórias, deixando legiões
de fãs ansiosos por experimentar, mais uma vez, a sensação de estar numa
galáxia muito, muito distante. Pessoas que, com prazer, consomem tudo que diz
respeito a Star Wars, desde colecionáveis a livros, quadrinhos, romances e
histórias baseadas no universo da saga. Esse material chegava aos fãs sem
nenhum tipo de classificação por parte de George Lucas, que ao mesmo tempo
que não licenciava os produtos, também não proibia sua circulação.
Em 1991, houve um marco no Universo Expandido: o lançamento do primeiro
volume da trilogia Thrawn, de Timothy Zahn, “Herdeiro do Império”, que narra
acontecimentos cinco anos depois da destruição da segunda Estrela da Morte. A
Lucas Licensing, então, adotou uma nova estratégia: as histórias, dali para a
frente, deveriam dar continuidade ao universo de Star Wars, em harmonia com o
que havia sido apresentado nos filmes. Alguns anos depois, o número 23 da
revista Star Wars Insider trouxe uma entrevista com Sue Rostoni e Allan Kausch,
da Lucas Licesing, que definiram o material cânone como os roteiros dos filmes,
os próprios filmes, os livros e dramatizações para rádio, trabalhos que vieram
diretamente do próprio George Lucas. Esse discurso, em 2001, evoluiu para…
 



Em “A ameaça fantasma”, as duas acompanhantes da rainha Amidala, Saché
e Sabé, foram vividas por Keira Knightley e Sofia Coppola.


Cansativo, né? Pois bem, as discussões e em resumo, o entendimento que
reinava até 2012 era o seguinte: o material cânone incluía os seis filmes e a série
animada A Guerra dos Clones. Faziam parte do Universo Expandido os materiais
que, embora não tivessem sido produzidos diretamente por George Lucas,
narravam algum momento do contexto histórico de Star Wars em perfeita
harmonia com o exposto nos filmes. Tínhamos nesse grupo jogos de videogame,
livros e quadrinhos.
Por que até 2012? Porque em 2012 a Walt Disney Company comprou a
Lucasfilm. Após o negócio bilionário, a Disney e a Lucasfilm criaram o
Lucasfilm Story Group (“Grupo de história da Lucasfilm”), com a função de
analisar todo o material Star Wars e determinar o que, dali para a frente, seria
cânone. Todo o material que ainda fosse considerado Universo Expandido levaria
o selo Legends. E a Disney já avisou: qualquer material de sua autoria, ou seja,
canônico, não seguirá a versão do Universo Expandido para os acontecimentos
posteriores à destruição da segunda Estrela da Morte.


The Piano Guys, dupla de violoncelistas, em “Cello Wars”, usam sabres de luz
de maneira inusitada e se apresentam no clipe com roupas de Jedi.
Participação especial de Darth Vade



Vale lembrar: todo conteúdo licenciado pela Disney/Lucasfilm é oficial.
Livros, jogos, quadrinhos, etc. que fazem parte do Universo Expandido

(Legends!) podem ou não ter elementos aproveitados por livre escolha da Disney
a partir do momento em que se tornem interessantes, como foi o caso do planeta
Coruscant, nome absorvido para os prequels.


Em “Armageddon”, Chick responde ao briefing da missão dizendo que é coisa
de Guerra nas Estrelas. E quando A.J. e Oscar estão consertando dispositivos
da nave, A.J. diz que “ele é Han Solo e Oscar, Chewbacca. Novamente A.J
menciona a saga e Andropov responde que nunca viu nenhum dos filmes.



 

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