formas de jogar são múltiplas e adaptáveis a quase qualquer história. Você
começará a entender as possibilidades dos RPGs de Guerra nas Estrelas.
Para falar dos RPGs de Guerras nas Estrelas, devemos, antes, explicar
brevemente os RPGs em si, já que nem todos estão familiarizados com a prática.
No jogo de interpretação (como é traduzido para o português o termo “Roleplay ing game”), os jogadores interpretam personagens e criam a aventura
enquanto jogam. O progresso da narrativa obedece a regras preestabelecidas
pelo sistema escolhido, pelas quais o Mestre deve zelar. Os jogadores optam por
seus próximos passos e podem, inclusive, improvisar. Ao Mestre, cabe criar a
história e julgar as ações de todos.
| Em “Superbad”, um dos policiais imita Yoda, Darth vader e Palpatine. Além disso, chama seu parceiro de Padawan e se envolve, com ele, em uma lu ta de sabres de luz (usando suas lanternas). |
Uma “partida” de RPGs, mantendo o paralelo com jogos, equivale a uma
aventura. Quando o mesmo grupo se reúne para jogar com os mesmos
personagens, em eventos que deem continuidade à aventura anterior, temos uma
campanha. Quando termina uma aventura, o personagem recebe pontos de
experiência, já que, com a vivência, desenvolveu novos conhecimentos e
habilidades. Fica claro a partir dessa explicação que, com o tempo, o jogador
tem um personagem capaz de façanhas inimagináveis no início da campanha.
Cada sistema de RPG possui as próprias regras. Se o jogador quer agir de
determinada forma, normalmente o mestre decide e narra o resultado. Quando é
uma ação mais complexa ou que envolva risco de dar errado, o mestre pode
optar por uma jogada de dados. Por si só, os dados representam a aleatoriedade,
a chance de ser bem-sucedido ou não. E em cada sistema há regras para
classificar o sucesso ou falha de cada ação, calculando a probabilidade do
resultado ser ou não favorável. Os sistemas escolhidos também envolvem
mudanças no dado, que pode ter quatro, seis, oito, dez, doze, vinte ou cem faces.
Star Wars
The Roleplaying Game
Em 1987, quando eram comemorados dez anos do lançamento do primeiro
Guerra nas Estrelas, a West End Games publicou Star Wars: The Roleplay ing
Game. Este jogo, que usava dados de seis faces, foi durante muito tempo citado
por fãs de Star Wars como material de referência, já que havia poucos livros do
Universo Expandido à disposição até então. Inclusive, quando contratou Timothy
Zahn para escrever a trilogia Thrawn, a LucasFilm enviou o box com os livros do
jogo para que servissem de base para sua história. O jogo recebeu duas edições
posteriores na mesma editora: em 1992 e em 1996.
| Chewbacca teve seu visual inspirado pelo cachorro de George Lucas, Indiana. |
Star Wars
D20 System
Em 2000, foi inaugurado o sistema d20, cujas regras eram aplicáveis em
outros cenários que não os de fantasia medieval. A Wizards of the Coast escolheu
a saga Guerra nas Estrelas para servir de primeiro cenário não-medieval a usar
essas novas regras. Para escrever o novo jogo, a editora contratou Bill Slavicsek,
responsável pelo RPG da franquia na West End Games, Andy Collins e JD Wiker.
O jogo englobava algumas das principais eras, que coincidiam com os maiores
eventos do universo Guerra nas Estrelas: a ascensão do Império, a Guerra Civil
Galáctica e a nova Ordem Jedi. Em 2002, os livros receberam uma nova revisão,
porém, foi em 2007 que a coisa foi elevada um outro patamar.
A Saga Edition chegou ao mercado com diversas mudanças e melhorias no
sistema de jogo e nos próprios livros de apoio. Esta edição, produzida de 2007 a
2010, trazia um novo livro de regras, e recebeu este nome por ser o primeiro
RPG a abranger o universo de todos os seis filmes da saga. A editora produziu um
total de 14 livros para a Saga Edition, além da campanha Dawn of Defiance,
compostas por dez aventuras (adquiridas pela internet) dispostas como um arco
histórico que conduzia personagens do nível 1 ao 20. Excelentes suplementos
foram disponibilizados via web, o que permitiu que os jogadores interpretassem
histórias nas mais diversas eras, como a Antiga República, considerada, por
muitos, a mais emocionante. Até hoje seus livros servem de referência para
diversos fãs da saga.
| Em “Procurando Amy”, Hooper X, Holden e Banky protagonizam uma discussão acerca de Lando e a representatividade dos atores negros em filmes de herói. Hooper X ainda vai mais além e relaciona Darth Vader sem sua máscara ao racismo. Em outra cena do filme, Silent Bob cita uma frase de Yoda para Holden: “Faça ou não faça. Não existe tentar.” |
| Os caras do Red Hot Chilli Peppers dizem que Alderaan é logo ali na música “Californication”. |
Fronteira do Império
O terceiro RPG de mesa de Guerra nas Estrelas foi lançado em 2012, e
chegou ao Brasil em 2014 com o título Star Wars - Fronteira do Império: Kit
Introdutório. De acordo com os fabricantes, a aventura pode ser jogada
facilmente até mesmo por quem nunca teve nenhuma experiência em RPG – é
para jogar e se familiarizar com as regras simultaneamente. O kit incluiu fichas
de personagem, dados customizados e um sistema de jogo narrativo, que faz de
cada rolagem uma história. Pode ser jogado por 3 a 5 pessoas. O Livro de Regras
Básico foi lançado em seguida, e explora as regiões sem lei às margens do
Império. O box traz uma mecânica de dados totalmente dinâmica, que prevê
gradações de sucesso e fracasso, regras para seis carreiras, dezenove
especializações e oito espécies jogáveis, entre outros recursos.


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