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sábado, 26 de novembro de 2016

SD 128 : ALMANAQUE JEDI - RJ - INTRODUÇÃO .

INTRODUÇÃO


O que era ser fã de Star Wars no Brasil nos anos 80?
Era – com algum dinheiro – obter o VHS dos filmes e colecionar revistar
estrangeiras (compradas em raras lojas especializadas e livrarias). Ou esperar o
filme ser exibido na TV para gravar (também em VHS, com direito a
intervalos). Era esperar que os brinquedos fossem lançados por aqui, caso não
tivesse a sorte de viajar ou ter algum conhecido que fosse para fora. E quase
sempre, era não ter com quem dividir essa paixão.
Sim, porque a internet, com suas salas de chat e foruns, só apareceu de fato,
podendo ser usada no computador de casa, lá pelo final dos anos 90. O ICQ, um
dos pioneiros programas de bate-papo, é de 1996. O Orkut, com suas
comunidades, só pintaria lá por 2004. Então, como encontrar gente que nem a
gente? O jeito era ficar ligado em revistas e jornais, ou publicar um anúncio nos
classificados.
Veio a exibição dos filmes em versão remasterizada nos cinemas, em 1997, e a
vontade do Philippe de se comunicar com mais gente apaixonada pela saga o
levou a escrever (uma carta mesmo, de verdade) para uma coluna dizendo que
queria fundar um grupo de fãs do Guerra nas Estrelas no Rio. Em 24 de agosto de
1997, o encontro com Brian, que veio daí, culminou na idealização do que viria a
se tornar o Conselho Jedi – um grupo nascido da vontade de falar sobre Star Wars
com quem, como nós, curtia também conversar sobre isso. O fã quer saber os
detalhes, discutir hipóteses, trocar dicas de leituras. A reunião seguinte contou
com amigos de amigos, um deles o Bruno, que permaneceu na construção das
etapas seguintes e faz parte do trio de fundação definitiva do grupo. No mesmo
dia, o Philippe montou a primeira página do grupo. Entrávamos, então, na era
digital.
Tínhamos, com a internet, o e-mail e as salas de bate-papo, algumas já
nomeadas Star Wars. Foram criadas listas de discussão e, por meio de fóruns nas
poucas, mas já existentes páginas sobre o assunto, a fundação de outros fãsclubes. A evolução natural de tudoisso foi a Jedicon, um encontro em que as
distâncias entre cidades e estados foram vencidas pela vontade de confraternizar.
A primeira convenção nacional, realizada em São Paulo, contou com 700
pessoas.
  





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