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domingo, 28 de maio de 2017

SD 916 : WYANE DE GOTHAN

CAPÍTULO DOIS

CASO ARQUIVADO

Batcaverna / Mansão Wayne / Bristol / 5h51 / Hoje Batman abriu a porta de asa de gaivota do batmóvel, agarrou a estrutura de titânio e tentou se levantar. As pernas tremeram, mas ele se ergueu dolorosamente do banco baixo. Esgotara os capacitores de energia da bat-roupa na Casa de Diversões de Spellbinder, que ficava em Amusement Mile, no limite norte de Newtown District. Ele normalmente teria recarregado a bat-roupa na volta usando a energia do carro, mas fora uma viagem muito curta de Newtown a Bristol passando pela Kane Memorial Bridge. Então agora a bat-roupa era um peso extra que seu corpo dolorido lutava para sustentar. Colocou-se de pé lentamente ao lado do carro, apertando os pontos de liberação na base do capuz em sequência. O colarinho macio ajustado ao seu pescoço afrouxou e ele tirou o capuz com grande veemência. Seus cabelos escuros se projetaram em ângulos estranhos, o suor escorrendo da testa. A máscara havia sido tirada, e ele era Bruce novamente, respirando com um pouco mais de dificuldade do que gostaria e olhando para o capuz na mão como se fosse uma parte dele removida. Ergueu a mão, passando as costas da luva sobre a barba por fazer. A nova bat-roupa funcionava bem, mas podia ser melhorada. Tudo precisa ser melhorado. Não está certa. Não ainda. Bruce olhou de volta para o batmóvel. Batmóvel... Que piada. Era o nome que a imprensa de Gotham dera ao seu veículo especializado quando aparecera pela primeira vez. Ele desafiava as classificações de sistemas de transporte padronizados, então lhe deram um nome que pudessem usar: o batmóvel. Na verdade, houve muitos batmóveis diferentes à sua disposição ao longo dos anos, alguns especializados e outros tornados obsoletos pela passagem do tempo e da tecnologia. Um de seus preferidos era um Lincoln Futura 1955 muito transformado. Havia sido originalmente o carro de seu pai, e Bruce conseguira resgatá-lo do ferro-velho bem a tempo. Passara anos trabalhando nele. Nunca o usara, mas gostava da aparência. A maioria dos veículos era mais prática, projetada para as necessidades específicas da época, e quase todos estavam sendo constantemente reconstruídos e melhorados. Muitos eram facilmente reconhecidos como um batmóvel – as carrocerias se espichando até as onipresentes caudas esculpidas e curvas que de algum modo sempre eram incorporadas aos projetos. Os modelos dos anos 1980 eram musculosos, construídos em torno de motores a jato ou enormes unidades de potência que berravam na noite. Na época, ele era mais jovem e gostava do poder sob suas mãos. À medida que os batmóveis evoluíam, se tornavam senão menos musculosos, mais sutis, com tecnologias de disfarce incorporadas à força bruta. A atual versão era, como sempre, uma melhoria da anterior. Gotham era, em grande
medida, uma ilha isolada do continente pelo rio Gotham. O que significava que só havia um punhado de pontes ligando os bairros da cidade propriamente dita ao mundo exterior, muitas delas um pesadelo para o motorista na hora do rush. Bruce abriu um sorriso pesaroso. A imagem de um batmóvel – caudas negras, ângulos ameaçadores e motor roncando – se arrastando pela ponte Trigate em um engarrafamento era irrisório. A justiça deve ser ágil... Garantida... E final. Então aquela encarnação específica do batmóvel era uma modificação que conhecia como TS8c. Partira da estrutura de um veículo militar de reconhecimento. Ele o casara a um motor de avião modificado e câmbio e diferencial sob medida. Normalmente funcionava com querosene de aviação RP-1 – relativamente comum e fácil de conseguir. Abafar o som do motor de grande torque havia sido um grande problema, solucionado em parte com um sistema elétrico secundário quando as distâncias das fontes de energia eram curtas e era necessário ser furtivo. Também havia quatro conjuntos de motores modificados de foguete RCS montados em giroscópios – envolvidos pela carroceria do veículo e usando o mesmo combustível de foguete RP-1 do motor – que podiam dar a ele algum controle sobre o comportamento do veículo caso estivesse em voo. Também havia quatro impulsores de foguete PAM-D reduzidos e presos em grupo à traseira do chassi. Ele podia usar um de cada vez se precisasse de um impulso significativo. Os encaixes de armas disponíveis foram projetados especialmente para permitir cargas diferentes dependendo do que Batman considerasse necessário a cada missão. A cabine tinha sua própria camada de blindagem passiva, enquanto a cápsula do carro usava uma armadura ativa similar à da bat-roupa – protegendo não apenas controle, armas, direção e sistemas de sensores, além do próprio Cruzado Encapuzado, mas também permitindo que a forma externa do veículo mudasse. Ele podia adotar sua forma de melhor aerodinâmica em altas velocidades ou modificar sua aparência em velocidades reduzidas simplesmente para confundir sua presa no meio de uma perseguição. Não havia nenhuma janela no veículo, nem luzes – o motorista dependia inteiramente de uma gama de câmeras, radares e sensores de sonar para ter uma imagem do ambiente à sua volta. Contudo, como a superfície externa podia se tornar alternadamente brilhante ou fosca de um plano para o seguinte, podia criar a aparência do vidro escuro encontrado nos veículos mais comuns – se misturando temporariamente ao trânsito se necessário. Ele conceitualmente parecia um “móvel”, admitia Bruce, mas também isso era de certo modo uma ilusão, porque as rodas do veículo não eram projetadas apenas para operar nas ruas. Pontes eram locais de retenção bloqueados com demasiada facilidade pelo tráfego civil ou pela vigilância equivocada do Departamento de Polícia de Gotham City. Então, no último ano, a Gotham Power and Light estava melhorando – graças à influência de vários fornecedores das Indústrias Wayne – sistemas de energia, água e saneamento por toda a rede de Gotham. O objetivo real havia sido instalar locais de acesso rápido em pontos-chave espalhados pela cidade onde o TS8c pudesse virar uma esquina e desaparecer da rua, a suspensão alterando a posição das rodas enquanto o veículo mergulhava em túneis de metrô abandonados, canais de acesso de serviços e mesmo linhas principais do metrô caso o tráfego permitisse. Seu sistema preferido envolvia um par de garras de trilho que podiam se
projetar da frente e da traseira do veículo e se ligar aos trilhos de energia especialmente concebidos que percorriam todas as pontes de Gotham. A suspensão variável podia então se elevar em relação ao fundo da estrutura da ponte como se fosse uma estrada invertida, lhe permitindo cruzar o rio sob as pontes sem bloqueio, enquanto acima o tráfego confuso enfrentava eventuais obstáculos armados para apanhá-lo. Bruce andou lentamente até a bancada de testes. Era instalada no caminho que parcialmente cercava a plataforma giratória na qual o carro estava. Pousou o capuz, se apoiou na bancada e respirou fundo, dolorosamente, várias vezes. Baixou os olhos para a superfície brilhante e viu seu reflexo o encarando. Eu um dia fui jovem... Ou não? Não me lembro de ser jovem. O rosto ainda é forte, mas há mais linhas nele do que me lembro. Do crepúsculo à alvorada, do outono à primavera... A roda dos anos girou e eu nunca percebi? Não há estações na tumba desta caverna onde minha alma vive. Gotham existe em uma eterna noite de chuva ou eu apenas a vejo assim? Bruce se virou, novamente se apoiando na bancada. O batmóvel estava no centro da plataforma. A entrada original da caverna agora era ladeada por seis túneis escuros – quatro bocas negras à esquerda e mais duas à direita – que levavam diretamente às veias esquecidas sob Gotham. Modelos mais antigos de seus veículos um dia saíram passando pela queda d’água além do acesso natural, sacudindo pelas florestas envoltas na escuridão até chegar às ruas secundárias do distrito de Bristol, com a silhueta ameaçadora da cidade logo além da margem do rio, chamando-o de volta para a Crime Alley. Chamando mais uma vez para a caçada. Ele gostava de dirigir através da água purificadora das quedas – um batismo ritual que santificava sua busca. O tempo muda tudo. O tempo não muda nada. Bruce escutou a queda da água ecoando até ele desde a saída natural da caverna. O verde suave da floresta de sua propriedade ficava além. Era um mundo diferente. Os túneis são melhores que a água. Não perfeitos... Mas melhores. – Jovem Bruce! A voz irritantemente familiar ecoou pelas plataformas industriais, varas de suspensão e esticadores espalhados pela caverna. Bruce fechou os olhos, por um momento pensando em simplesmente não responder, mas mudou de ideia. – Na plataforma de veículos, Alfred – gritou de volta. O barulho da sola dura do sapato de seu antigo mordomo na plataforma de metal soava como os golpes de uma picareta de gelo. – Esta versão do TS8 se saiu bem esta noite. – E deveria, considerando o custo dos componentes – foi a resposta que ecoou. – O Sr. Fox queria que eu mencionasse que pode ter havido excesso de custos... – Não se preocupe com a contabilidade, Alfred – disse Bruce, dando um risinho. – Não faz parte das suas obrigações. – Minhas obrigações, como diz, sempre foram um tanto nebulosas – respondeu Alfred, descendo suavemente da escada de metal no canto oposto à plataforma de veículos. Era um homem alto e magro com um bigode fino anacrônico e uma cabeleira branca esticada para trás. Com uma confiança ágil que disfarçava sua idade, Alfred Pennyworth se movia em seu terno risca de giz cinza-escuro Collezioni refinadamente cortado. Falava com
um sotaque britânico da alta classe que tinha um toque londrino, ainda que tenha sido em grande medida criado na propriedade Wayne e apenas eventualmente visitado Londres. Seu pai, Jarvis Pennyworth, fora o criado da família, como esses homens eram tão curiosamente chamados na época do avô de Bruce. Aparentemente o sotaque era transmitido com a profissão da família. Para Bruce, os Pennyworth simplesmente tinham vindo com a casa, assim como o terreno ou a mobília. Sempre estiveram ali, embora, para Bruce, Alfred tivesse se tornado o único laço vivo com seu próprio passado... A única família que conhecia. Relacionamentos familiares podem ser complicados. – O que é, Alfred? – perguntou Bruce, suspirando. – Por que está me incomodando? – Há questões que exigem sua atenção, jovem Bruce, e eu esperava... – Não me chame assim – cortou Bruce. – Mas senhor, eu sempre... – Quantos anos eu pareço ter, inferno? – disse Bruce com raiva. – Ambos sabemos muito bem sua idade, senhor, e ainda ficará um ano mais velho neste 19 de fevereiro – disse Alfred, com seus nervos subitamente gelados. Há quanto tempo estou nesta corrida louca? Faz realmente tanto tempo? Bruce ergueu a cabeça, as vértebras do pescoço estalando. – Sou o presidente da maior empresa multinacional sediada nos Estados Unidos e você ainda fala comigo como se eu usasse calças curtas. Você nunca teria falado assim com o meu pai. As palavras pairaram entre eles. – O senhor não é o seu pai, jovem Bruce – disse Alfred. – Como você nunca deixa de me lembrar – retrucou Bruce, balançando a cabeça enquanto se empertigava e esticava o corpo. – Imagino que não tenha descido tão longe apenas para polir os metais. – Não, senhor – respondeu Alfred em seu melhor tom de empresário. – Como colocou de modo tão eloquente, o senhor é o comandante da maior empresa multinacional dos Estados Unidos... Embora talvez não por muito tempo. Bruce contornou a plataforma, tirando o bico de combustível do encaixe, a mangueira deslizando atrás dele na direção do veículo. Bruce tocou a padronagem na superfície do carro e a abertura do tanque de combustível surgiu onde antes a superfície parecia lisa. – É o conselho de diretores novamente? Eles estão com a mesma conversa de me colocar para fora? – Não, senhor... Bem, sim, senhor, mas desta vez a pressão é da SEC, a comissão de valores mobiliários – prosseguiu Alfred. – Lembra-se do escândalo envolvendo a Tri-State Home and Hearth? Bruce enfiou o bico de combustível na abertura e ligou a bomba. Apoiou-se na lateral do veículo, sentindo a superfície maleável ceder levemente sob seu peso enquanto cruzava os braços. – Seria de imaginar que com todo este poder e um mordomo à disposição eu não teria de colocar minha própria gasolina, não é mesmo? – Senhor, se pudesse se concentrar por alguns poucos...
Bruce soltou os fechos das luvas e começou a tirá-las. – Sim, me lembro da Tri-State... Era a divisão de hipotecas do nosso setor financeiro. Foram eles que concederam todos aqueles empréstimos sub-prime. Carl Rising era o CEO e, junto com seu CFO, Ward Oliver, eles aprovaram essa política contra nossas orientações empresariais. Alfred ergueu uma sobrancelha. – Eu não apenas uso esta capa, Alfred – disse Bruce, esfregando os olhos. O bico clicou e ele o tirou do carro, fechando novamente a abertura. – Nós arrumamos a Tri-State e mantivemos as portas abertas. Eu demiti Rising e Olivier e, se me lembro, ambos tiveram indiciamentos federais. – Sim, mas a SEC não está satisfeita com eles – disse Alfred, ajeitando nervosamente os punhos de suas camisas de alfaiate, as abotoaduras de ônix brilhando mesmo à luz fraca da caverna. – Ela procurou o Federal Trade e o Departamento de Justiça para investigar a Wayne Enterprises sob a Lei Sherman. – Antitruste? – reagiu Bruce com um risinho. – Mesmo? – Também estão falando sobre a Lei RICO, senhor – disse Alfred, engolindo em seco após soltar as palavras. – Extorsão? – disse Bruce, balançando a cabeça. – Não podem estar falando sério. – Senhor, eles estão procurando uma desculpa... QUALQUER desculpa... para desmembrar a Wayne Enterprises – disse Alfred, erguendo a mão e ajeitando o colarinho. – E com a opinião pública contra as grandes empresas e toda a publicidade negativa que tivemos com a Tri-State... – Alfred, esse é o seu trabalho – disse Bruce, se inclinando para dentro do veículo. Ele tirou o boneco Scarface, que ainda segurava o convite. – Todos temos um trabalho a fazer. O seu é ser meu diretor de relações públicas e assistente pessoal. Foram os títulos que lhe dei com o aumento. Na época você pareceu bastante contente, lembra? – Sim, senhor, me lembro bem – respondeu Alfred, fungando. – Embora eu pareça continuar preparando suas refeições e espanando a balaustrada. – Exatamente – disse Bruce, erguendo o horrendo boneco de gângster com o cartão na mão enquanto passava rapidamente por Alfred rumo à principal plataforma de investigação. – Eu, por outro lado, tenho de fazer meu trabalho e descobrir por que Spellbinder foi ela mesma enfeitiçada pelo boneco Scarface do Ventríloquo, e o significado deste estranho convite. – Mas eu já tenho um, senhor – disse Alfred, dando de ombros. – Do que você está falando? – perguntou Bruce, colocando o boneco na bancada de testes. – Este convite – retrucou Alfred, tirando do bolso do paletó um cartão idêntico. Bruce franziu o cenho. – Onde você conseguiu isso? – Onde qualquer um conseguiu? – disse Alfred dando de ombros, virando o cartão na mão. – Todos em Gotham e municípios próximos receberam um hoje. Está nos noticiários. – Todos? Bruce foi até o armário da bat-roupa enquanto Alfred falava, apertando os pontos de liberação pelo caminho. A exomusculatura dos braços se soltou dos pontos de encaixe nos
ombros, foi liberada e desceu pelos braços. Então o segmento do ombro se soltou no tronco, levando com ele a capa por sobre a cabeça. Ele rapidamente colocou cada peça em sua posição de apoio. – Dizem que houve um erro de computação nos escritórios da Gotham Powerball Lottery que gerou o envio desses cartões defeituosos para todos na cidade. Também há um em seu nome na mesa de correspondência do saguão. – Não é um erro de computação – retrucou Bruce, se sentando no banco junto ao armário, soltando suas botas e depois as tirando. O cinto de utilidades – fonte de energia para a batroupa – foi colocado na tomada de carregamento dentro do armário. – É um disfarce, e inventado com pressa, aliás. Bruce se levantou. Ainda vestindo o comprido traje de microtubos que o mantinha fresco sob a armadura elétrica, ele recuou para avaliar sua última encarnação da bat-roupa. É um bom modelo. Não perfeito. Ficará melhor da próxima vez. – Jovem Bruce? Bruce esticou a mão e arrancou o convite da mão de Alfred. – Tenho trabalho a fazer, Alfred. Isso é tudo. A sobrancelha de Alfred pareceu erguer seu nariz no ar enquanto começava a subir a escada. Havia um elevador protegido que o levaria até a mansão, mas não antes de mais dois andares subindo na escuridão da caverna. – Claro, senhor. Gostaria do café da manhã? Bruce se sentou à bancada do laboratório e acendeu a luz de sua grande lente de aumento. Ele virou o cartão várias vezes sob ela. O cartão parecia comum, a não ser pela impressão. Havia alguma coisa estranha na tinta... Bruce ergueu os olhos. – Alfred, você disse algo? – Apenas perguntei se queria seu café da manhã. Havia na voz de Alfred um tom triste que Bruce não se lembrava de ter ouvido antes. – Sim, eu quero. Obrigado, Alfred. Alfred anuiu e começou a subir as escadas. Bruce tentou examinar o cartão mais de perto, mas de repente foi distraído por um cheiro que despertou algo em sua memória. Era um cheiro quente e embolorado de folhas de outono e grama verde. Lembrou a ele risadas. – Alfred? O velho parou na escada. – Sim, senhor? – Como está lá fora? Um segundo silêncio tomado de reflexão se prolongou entre eles. – Está a promessa de um belo dia, jovem Br... Está um belo dia, senhor – respondeu Alfred, baixando os olhos para o círculo de luz fraca que iluminava apenas Bruce no meio da caverna. – Um veranico, acredito ser como o chamem. A tempestade sumiu a leste e esperamos temperaturas ligeiramente mais altas sob céu claro. Fresco, com vento, mas agradável. – Agradável.
Ele rolou a palavra na boca como se fosse uma coisa estranha, desconhecida. Um dia ensolarado em Gotham. Não, ele pensou, não havia tal coisa. Gotham era uma noite que não tinha fim. Gotham era uma chuva que nunca limpava, nunca sarava. Gotham era sujeira, decadência e apodrecimento crescentes, uma doença para a qual apenas ele era a cura; apenas ele estava entre o grande abismo e a justiça para aqueles que chamavam as trevas de lar. As trevas são Gotham. Trevas são meu mundo. – Mais alguma coisa, senhor? Bruce ergueu os olhos. O cheiro de folhas. O som de risadas. – Pode me chamar de jovem Bruce, Alfred – disse em voz baixa. – Está tudo bem, se você gosta. – Obrigado, jovem Bruce – disse Alfred, sorrindo enquanto se virava e voltava a subir as escadas. Bruce Wayne continuou a segurar o cartão na mão, mas seus olhos estavam fixos na saída da caverna, o som da água caindo... E o cheiro de um radiante dia de outono.

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