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domingo, 28 de maio de 2017

SD 934 : WAYNE GOTHAN

CAPÍTULO VINTE

ORIENTAÇÃO FALSA

Amusement Mile / Gotham / 22h55 / 25 de outubro de 1958

– O que fazemos AGORA, chefe? – Cale a boca, Salvatore! Eu preciso pensar – disse Julius Moxon, fazendo uma careta. A bala em seu ombro direito se alojara na articulação e a dor era excruciante. Ele o segurava com a mão esquerda, tentando conter o sangue e ao mesmo tempo impedir que o braço se movimentasse. Jogou o peso sobre a parede em um beco estreito entre os estandes de bola na garrafa e de dardo no balão. Havia mais quinze homens seus enfiados no espaço apertado ao redor, cada um com todo tipo de arma, de Thompson SMG até escopetas. As luzes no parque além do beco eram brilhantes e duras, balançando no alto ao vento de outubro. Lançavam pesadas sombras movediças sobre os rostos ao redor de Julius, e a despeito do grande calor seus rostos refletiam o medo que ameaçava se fechar sobre o coração do mafioso. – Quantos sobraram? – Difícil dizer, chefe – respondeu Salvatore, levantando a aba do chapéu com o cano de sua Thompson enquanto tentava ver o parque. – Rick e os rapazes estão pendurados na rodagigante como se fossem decoração de árvore de Natal. Alguém devia ir lá e fazer aquela coisa parar de girar... Não é certo eles balançarem daquele jeito. – Você vai, Salvatore – disse um dos magros pistoleiros por entre dentes trincados. – O cacete, Jonesy! – retrucou Salvatore. – Não vou sair daqui por caras que já estão mortos. – Achei que esse era todo o sentido de roubar o Banco de Gotham, para começar. – O assassino gordo chamado Kelly the Kelvinator suava apesar do frio. – Atrair os cretinos do Apocalipse para cá com a isca e então fritá-los com a força de todas as máfias ao mesmo tempo. Tchau, tchau, Apocalipse, e de volta ao trabalho como sempre. O teto de aço corrugado chacoalhou acima. Todos no beco se encolheram com o som. – É, bem, parece que o Apocalipse não está seguindo os planos – retrucou Salvatore. – Parem de falar besteira e recarreguem – mandou Julius. Estava começando a se sentir um pouco tonto. – Temos que encontrar um modo de sair daqui. – Quem fez isso, chefe? – perguntou Salvatore, apontando com a cabeça para o ombro ferido. – O cretino do Discípulo... Acho – gemeu Julius, depois sorriu. – Mas enfiei uma bala nele antes de ele pegar minha Browning e virá-la contra mim. Se não tivesse pulado do telhado naquela caçamba de lixo, eu estaria acabado. – Ainda pode estar, chefe, se não cuidarmos disso – disse Jonesy. – Você está vazando como uma peneira. Mas teve sorte, aquele Discípulo nunca deixa ninguém sair inteiro...
Literalmente. – Aquela que eles chamam de Chanteuse – disse Mikey, um capanga com cara de doninha. – Ouvi dizer que deixa uma carta de tarô em cada sujeito que ela mata. – Não, essa é a Destino – cortou Salvatore. – Chanteuse é aquela com a voz assassina. É tipo uma daquelas sereias gregas ou algo assim. – Escutem o que estão falando – cuspiu Julius, a saliva tingida de sangue. – Um bando de filhinhos de mamãe com medo das próprias sombras. Eles são apenas quatro, seus idiotas. Vocês não conseguem dar conta de quatro esquisitões? Dois deles são mulheres, que inferno! – Qual o nome do outro cara? – Kelly perguntou. – Vamos ver – disse doninha, fungando. – Discípulo, Chanteuse, Destino e... Qual o nome dele... De repente uma foice comprida cortou a escuridão por cima, a lâmina empalando o assassino gordo pelo peito e o pressionando contra a parede de madeira do estande de garrafas. De forma impossível, a lâmina arrastou o gordo Kelly para cima passando pela beirada do teto, onde estavam a túnica negra e o capuz escuro da morte encarnada. – CEIFADOR! – gritou a doninha, a escopeta imediatamente erguida e disparando para a escuridão acima. Um coro irregular de tiros de metralhadora se juntou a ela, mas não havia nada ali em que atirar. O matador gordo sumira. – Me tirem daqui! – gritou Julius, tossindo em seguida. Mais sangue surgiu em sua boca, e ele cuspiu. Tentou correr pelo parque, mas as pernas pareciam soltas e moles. Salvatore agarrou o chefe, jogando os ombros sob seu braço e o arrastando para a casa de espelhos do outro lado. Julius ouviu o som de metralhadoras atrás. Um grito agudo se ergueu acima dos tiros enquanto Joey passava voando por Julius, chocando-se contra a janela próxima à entrada. Salvatore derrubou a porta de entrada com um único chute e arrastou Julius para dentro. O restante dos matadores Moxon veio logo atrás... Tropeçando para um labirinto de espelhos. Armas erguidas, eles só conseguiam ver ao redor reflexos deles mesmos, que pareciam se multiplicar eternamente. A luz dura da lâmpada acima se repetia em todas as direções. – Tal... Talvez devêssemos voltar, chefe – gaguejou Salvatore. – Para fora? – bufou Julius. – Isso é só um labirinto de criança, Sal! Vamos para os fundos explodir a coisa toda. Eles se lançaram no labirinto juntos, ameaçados de todos os lados por seus próprios reflexos. As imagens mutáveis com a arma erguida que viam eram deles mesmos, mas de vez em quando surgia uma face que não era, desaparecendo tão rápido que era impossível dizer se era real ou uma ilusão criada por seu medo. – Ei, chefe – sussurrou a doninha. – O que é, Mikey? – perguntou Julius. – Ouviu isso? – Ouviu o quê? Ele havia ouvido algo. Uma voz aguda, esganiçada, ecoava pelos espelhos. – Michael! Por favor, me ajude! – suplicava a voz. – Estou com muito medo! O que eles
querem, Michael? Não sei o que eles querem! – Mãe? – perguntou Mikey, a Doninha. – Chefe! Eles estão com a minha mãe! – Do que você está falando? – perguntou Julius, encarando o capanga magro. – O que a sua mãe estaria fazendo nesta casa de loucos? – MÃE! – gritou Mikey. – É a minha mãe, chefe! Eles a pegaram. Estou indo, mãe! Não se preocupe, mãe, estou indo! Mikey se lançou por um corredor do labirinto, seu reflexo se espalhando em todas as direções. Em um instante, havia sumido. – Quer que eu vá atrás dele, chefe? – perguntou o homem magro com dentes trincados. De repente um grito mortal ricocheteou nos espelhos. – Acho que não – respondeu Julius. Um tiro estourou, seguido pelo som de vidro quebrando. Depois, uma rajada de metralhadora. O homem de dentes trincados cambaleou para frente, manchas de sangue brotando em suas costas. Caiu sobre o espelho, quebrando-o enquanto tombava a seus pés. Subitamente armas começaram a disparar por toda parte. Julius se jogou dolorosamente no chão enquanto Salvatore o protegia. Vários corpos caíram através dos espelhos que desabavam ao redor. – Parem! – gritou Julius para seus homens, que só cessaram fogo depois de vários disparos. – Ei, chefe, veja isso – disse Salvatore. Julius olhou para os corpos no chão diante dele. – Quem são esses caras? – São homens de Falcone – disse Salvatore, mordendo o lábio. – E aquele ali é de Rossetti. Parece que temos companhia, chefe. – Armaram para a gente, para todos nós – espumou Julius. – Os esquisitos do Apocalipse fizeram com que massacrássemos uns aos outros por eles! Bem, cansei desse jogo e não quero brincar mais! Julius se levantou, cambaleante. – Todo mundo aí, no chão! – ele gritou. – Sal, a nossa sorte não pode piorar. Quebre alguns espelhos! Salvatore sorriu, erguendo a Thompson com carregador circular. Disparou e cacos começaram a cair como chuva. Salvatore colocou Julius no banco de trás do Cadillac Fleetwod Sixty Special. Julius sabia que o estofado seria arruinado pelo seu sangue, mas podia pagar por isso. Se eu viver até lá. Sentia uma dor de cabeça terrível e dificuldade de se concentrar. Salvatore estava lhe dizendo algo, mas era difícil escutar. Queria desesperadamente dormir, mas de alguma forma sabia que, se fizesse isso, seria pela última vez. – Quer que o levemos ao Hospital Gotham, chefe? – repetiu Salvatore em sua cara como se Julius fosse surdo.
– Não! Seria a mesma coisa que entrar no escritório do promotor e começar a cantar – Julius cortou. A dor era esmagadora. – Qual é aquele médico de quem Lewis está sempre falando? O amigo rico dele? – Rains... Bains... – gaguejou Salvatore. – Wayne! – disse Julius. – Dr. Thomas Wayne, o garoto do velho Pat Wayne. Ele pode me costurar e ficamos um passo à frente da polícia. – Mas como vamos encontrá-lo, chefe? – perguntou Salvatore, dando de ombros. – Aquela festa – disse Julius, agarrando Salvatore pelo colarinho. – Lewis ia hoje à noite à Mansão Kane para alguma festa elegante de figurões. Wayne estará lá, juntamente com todos os outros esnobes ricos e mimados de Gotham. É onde o encontraremos. Quantos homens nos restam? – Contando conosco? – perguntou Salvatore, olhando ao redor fora do carro. – Dez... Talvez quinze aqui agora. Estão todos empilhados em dois carros atrás de nós como palhaços em um circo. – É o suficiente para lidar com gente comum – disse Moxon sorrindo. – Diga aos rapazes que vamos penetrar em uma festa na Mansão Kane. – Quer que eu vá lá fora? – perguntou Salvador, boquiaberto. – Eu estou falando com as paredes? – rosnou Moxon em meio à dor. – Estou sangrando! Dê esse recado! Salvatore puxou a maçaneta, abrindo a porta o mais rápido que pôde. Ela bateu e voltou, mas o grande capanga já estava fora, correndo na direção do sedã seguinte. Gritou para o terceiro carro se arrastando atrás e ficou contente de ver a janela de dois carros sendo abaixadas para escutá-lo. Ele não queria ter de ficar de pé em espaço aberto e falar duas vezes. – Moxon disse que estamos indo para a festa na Mansão Kane! – gritou, olhando para os prédios escuros do parque que pareciam perto demais para que se sentisse confortável. – Onde é esse lugar? – perguntou o motorista do terceiro carro. A voz soava em staccato, como se os dentes estivessem batendo. – Em Bristol – Salvatore gritou de volta. Aquilo estava demorando demais para seu gosto. – Olhe o mapa, idiota, e fique atrás de nós! – Mas por que essa Mansão Kane? – Tem um médico lá chamado Wayne que vai costurar o chefe – respondeu Salvatore por sobre o ombro enquanto corria de volta para o carro de Moxon. – Ou então abriremos algumas vagas entre os reis da Alta Sociedade. Toda a conversa havia sido ouvida de um ponto escondido a cerca de seis metros.
Mansão Wayne / Bristol / 23h30 / 25 de outubro de 1958 Em sua suíte na ala leste, Thomas examinou o traje que fora cuidadosamente colocado no divã do quarto de vestir. Havia sido território inviolável de seus pais enquanto ele crescia, e ainda se sentia um intruso por se mudar para o aposento. Terminara sua chuveirada e se barbeara mais uma vez para a noite. Usava uma toalha amarrada na cintura e pensava no que
poderia fazer para que seu traje parecesse menos ridículo. Para começar, Thomas ficava desconfortável com fantasias, e pedira que Jarvis conseguisse uma para que usasse na festa. O empregado lhe garantira que o personagem era extremamente popular, mas Thomas só sabia que saíra de um velho filme mudo de 1920 que seu pai o obrigava a assistir de tempos em tempos quando era menino. Era praticamente a única atividade que se lembrava de ter com o pai que não envolvesse uma discussão ou surra. Infelizmente, a fantasia havia sido montada incorretamente, com malha e shorts, em vez de polainas, e com uma capa que parecia mais algo que Drácula usaria do que um cavaleiro. Ao contrário das outras pessoas, Thomas não tinha muito tempo para televisão, mas sabia que todos no hospital gostavam de falar dos westerns. A máscara era um capuz ao estilo dos velhos filmes de Fairbanks. Para desalento de Wayne, a fantasia não tinha um chapéu de cowboy. Pior, quem montara a fantasia parecia ter feito isso com pressa, escolhendo botas pretas de cano alto e um cinto de couro largo que combinavam mais com um bucaneiro. No momento em que a fantasia chegara era tarde demais para mudar. Talvez, pensou Thomas, ele pudesse encontrar algo mais adequado que a malha e os shorts para usar sob o traje. Thomas se virou para o espelho acima da pia. Ainda havia creme Burma-Shave no rosto, embora a nova lâmina de segurança Gillette tivesse feito um serviço muito mais suave em seu rosto. Começou a cantar enquanto jogava água da pia, tirando o creme de barbear. – Boa noite, Thomas – disse a voz conhecida e baixa. Thomas olhou assustado para o espelho. – Faz muito, muito tempo que não nos vemos – disse o homem, recostando no divã. – Denholm! – disse Thomas inspirando, olhos arregalados. Ficou pensando em como Denholm Sinclair teria conseguido entrar na mansão, e se conseguira fazê-lo sem ser notado. – Denholm? Sim, devo reconhecer que fui Denholm Sinclair – ele disse. – Mas é doloroso admitir... Terrivelmente doloroso. Foi uma dor que você me deu, Thomas. Lembra? Eu não era o homem que você achava que deveria ser... E você ia me consertar, não ia? E realmente me consertou, Thomas... Melhor do que poderia esperar. Eu não podia mais ser o velho Denny Sinclair, porque Denny era um mentiroso e um vigarista, um sujeito que queimou pequenos órfãos em suas camas apenas para esconder sua grande fraude. Então me tornei o que você queria que eu fosse, Thomas, e estou impondo justiça aos mesmos vermes e predadores dos quais um dia fui parte. Denholm Sinclair está morto, eu enterrei tudo o que ele um dia foi, e agora sou o homem que Martha Kane pediu que me tornasse. E tenho de lhe agradecer por isso, meu caro amigo. Sou... muito grato. – Denholm... – Esse não sou eu! – rugiu o homem, a voz assustando Thomas. – Certo – disse Thomas, respirando lenta e controladamente, estendendo as palmas das mãos e muito consciente de que vestia apenas uma toalha. – Como então deveria chamá-lo? – Eles me chamam de Discípulo – retrucou, a mão esquerda apertando o abdômen. Thomas podia ver o sangue escorrendo entre os dedos. – O Discípulo? – perguntou Thomas. – Seu Discípulo, Thomas – falou serenamente. – Você me fez forte. Você me fez sábio. Você me fez ver o objetivo de minha existência. Preciso procurar as autoridades. Preciso ganhar tempo.
– Qual... Qual objetivo? – perguntou Thomas. – Ser a cura, doutor! – disse Discípulo sorrindo, os olhos brilhando. – Somos os anticorpos de Gotham, meus companheiros e eu. Circulamos pelo sangue da cidade, buscando os antígenos do crime e da corrupção, da intimidação e da ganância. Destino os encontra, Chanteuse os chama para casa, e o Ceifador... Bem, ele está sempre ocupado. – E você? Discípulo sorriu novamente. – Eu? Eu sou o juiz, o júri, e algumas vezes o carrasco, todos em um só. Mantenha-o falando. Tem de haver um modo de conseguir ajuda. – Vocês têm estado muito ocupados – continuou Thomas. – Ocupados demais se as matérias dos jornais estão certas. – É um modo de vida – disse Discípulo com um riso soturno. – Mas não é nada comparado com o que vai acontecer hoje. Moxon, Rossetti e até mesmo Falcone colocaram suas diferenças de lado esta noite para encarar seu inimigo comum, mas se deram mal. Estávamos preparados para eles. Agora Moxon levou algumas balas e está indo para a Mansão Kane com o que resta do seu bando de capangas. – A Mansão Kane? – perguntou Thomas, a cabeça girando. – Por que iria para lá? – Da última vez que o vi, ele não parecia muito bem – disse Discípulo, dando de ombros. – Acho que o garotinho dele falou bem de você para o velho. Ele precisa de um médico que fique de boca calada, então está procurando você. – Ah, não – suspirou Thomas. – Não precisa se preocupar, Thomas, cuidarei deles. Acabarei com o sofrimento deles – disse Discípulo, esfregando suas mãos grandes e poderosas. Sangue sujou palmas, dedos e antebraços. Thomas se deu conta de que aquelas manchas não tinham saído todas dos ferimentos de Denholm. – Somos muito parecidos, você e eu: é só que, no final, minha cirurgia é muito mais desleixada do que a sua. E comecei a pensar, enquanto eu estiver limpando o câncer Moxon no baile dos Kane, há alguns na elite que também mereceriam minha atenção... Alguns deles também poderiam passar por uma boa limpeza. A linha de seu julgamento moral está se deslocando cada vez mais para o perfeito e o ideal. Se isso continuar, todos no baile poderão correr perigo mortal – simplesmente por não serem perfeitos. Tenho de impedi-lo. – Você... Você está ferido – observou Thomas, apontando para o ferimento. – Você pode me ajudar, velho amigo? – perguntou Discípulo em uma voz suplicante enquanto se sentava no divã junto à fantasia. – Parece que preciso de sua ajuda. Thomas assentiu. – Eu... preciso pegar minha maleta. – Sua maleta? – Minha maleta de médico. Está lá embaixo. Só precisarei de... – Não – disse Discípulo, balançando a cabeça. – Não é o tipo de ajuda de que preciso. – Mas só levará... – NÃO! – berrou Discípulo, o rosto de repente vermelho de raiva. Thomas sentiu um arrepio com o som medonho da voz de Discípulo. O homem era maníaco
e possivelmente esquizofrênico. Ademais, parecia muito mais forte do que Thomas lembrava. – Tudo bem... Do que você precisa? Discípulo se levantou, indo cuidadosamente na direção de Thomas. – Preciso de sua ajuda para levar a justiça aos injustos. – Como? – Eu preciso ser você – disse Discípulo com um sorriso de Denholm Sinclair... E então derrubou Thomas com um único soco perfeitamente colocado.
Batcaverna / Mansão Wayne / Bristol / 23h39 / Hoje Bruce foi até o batmóvel na plataforma de serviço, onde estava recarregando. Pensou em abastecê-lo, mas decidiu que não havia tempo e, além disso, a distância a percorrer não era tão grande. Abriu as portas de asa de gaivota e começou a tirar as peças da bat-roupa. Os capacitores estavam um pouco descarregados por conta das atividades da noite anterior, mas ele avaliou que era suficiente para suas necessidades. Começou a montar a bat-roupa ao seu redor do modo como um cavaleiro teria disposto sua armadura, ligando os componentes até formar um todo impecável. Terminou com o capuz, completando seu traje. Ele tinha uma festa para ir na abandonada Mansão Kane no terreno ao lado.

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