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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

SD 69

INVISÍVEL

Minha querida e doce Susan, Perdoe-me por minha caligrafia irregular. Você sabe o quanto acho difícil pensar mais devagar a ponto de um teclado poder traduzir meus sentimentos em frases lineares. Uma carta escrita à mão, como esta, leva muito mais tempo para escrever, e é muito mais doloroso. Mas você escreveu pra mim desta forma quando foi embora. Então me pareceu adequado, até mesmo simétrico, responder da mesma forma. Sue Richards estava em seu quarto alugado no Brooklyn, de frente para o rio. Colchão no chão, chaleira enferrujada esquentando no fogão. A carta parecia fria em sua mão. Já faz quase duas semanas desde aquela terrível batalha. Espero que você tenha ficado satisfeita com a anistia geral oferecida aos heróis depois da rendição do Capitão América. Eu certamente fiquei feliz por você ter aceitado. Eu a vi na Times Square, durante a limpeza. Mas não achei apropriado discutir nosso futuro enquanto nossas glândulas suprarrenais ainda podiam afetar nosso julgamento. Você estava tão linda, tão vibrante e perspicaz. Como a garota que eu conheci, mais sábia, além de sua idade, com um fogo por justiça ardendo em seu coração. Era como se todos os anos tivessem derretido e eu fosse novamente um pretendente nervoso, em busca das palavras certas para dizer a uma criatura tão perfeita. Naquele dia, como em tantos outros, eu não consegui. Quando voltei para casa naquela noite, chorei por noventa e três minutos. A chaleira assoviou. Ela foi até o fogão, serviu a água em uma caneca rachada. Observou por um longo momento enquanto o saquinho de chá mergulhava e a água assumia uma cor escura. Tomou um gole para experimentar. Deu um longo suspiro e voltou a ler. Neste momento, você já terá visto o lançamento da Iniciativa. Quando estiver concluída, será composta por pelo menos uma equipe de super-heróis em cada estado. Tenho certeza de que você tem ideia da pressão que eu e os outros envolvidos estamos sofrendo: criar novos heróis, remodelar antigos. Construir uma força superpoderosa para o século XXI. O público parece muito satisfeito, de uma maneira geral, com o novo acordo. Como o mundo devia parecer assustador para eles antes: vigilantes rondando as ruas, amadores com o poder de armas nucleares, vilões cujas atrocidades pareciam nunca alcançar consequências genuínas. É de se espantar que tenham nos tolerado por tanto tempo. É claro que nem todo mundo está feliz com a nova ordem. Alguns se mudaram pro Canadá, onde as leis de Registro não se aplicam. Aqui, nos Estados Unidos, há um boato de que um pequeno grupo dos seguidores do Capitão América, ainda soltos, estão formando um novo movimento secreto e mais radical. E então, claro, tem o próprio Capitão. Mas, de uma maneira geral, nossa experiência tem sido um enorme sucesso. O que, em determinado momento, pareceu nosso pior pesadelo se transformou em uma grande oportunidade. Talvez o mais encorajador, para mim, seja a nova vida que a Iniciativa deu a velhos amigos. Hank Pym mergulhou de cabeça na tarefa de treinar novos super-heróis. Tigresa se sentiu culpada por ter traído o Capitão América, acho, mas ela também se tornou um membro inestimável na nossa equipe. Ela sempre foi e sempre será uma Vingadora. Nossa área de atuação agora vai além da simples aplicação da lei e da ordem. Agora estamos trabalhando diretamente com o governo americano, cuidando de tudo, desde crises ambientais até a pobreza global. Principalmente Tony. Você viu o cargo que o presidente deu para ele? Mas ideais utópicos e pesquisas de opinião favoráveis não dizem nada para mim, meu amor, sem você ao meu lado. Não importa o que vamos alcançar nessa Nova América, nunca será o Paraíso se eu não tiver você. Então, eu te prometo: sem mais armadilhas, e nada de clones. Nada de coisas dolorosas que tivemos de fazer nesse caminho em direção à respeitabilidade. Eu nunca pressionaria você. Você sabe onde estou, e eu reprogramei as entradas do Edifício Baxter para admitir novamente a sua entrada. A escolha é sua, apenas sua. Mas eu espero, de todo coração, que você volte para a nossa família que precisa de você mais do que Um farfalhar na porta. Sue girou, irritada e furiosa: É melhor que não seja aquele cara assustador com os cachorros de novo. Ela abriu a porta. Reed estava parado ali, usando terno e gravata, totalmente fora de moda. Seus membros estavam do tamanho normal; não estava usando seus poderes. Segurava um pequeno buquê de margaridas, já começando a murchar. – Não consegui esperar – disse ele. Ela sorriu, sentindo as lágrimas brotarem. – Este é o buquê de flores mais patético que… E, então, eles estavam um nos braços do outro, soluçando e sussurrando desculpas. A respiração dele era quente no ouvido dela, suas lágrimas quentes ardiam em seu ombro. Ela o puxou para mais perto. O corpo dele começou a se esticar involuntariamente, formando um fino cobertor, estendendo-se para envolvê-la em um abraço de corpo todo. Mas Sue não se sentia presa, nem sufocada. Sentia-se em casa. – … muito futurismo – disse ele, seus pensamentos rápidos demais. – Aprendi que tenho que moderar minha lógica. Tony está aprendendo isso também. E tem mais uma coisa que você tem que saber: a prisão da Zona Negativa está sendo fechada. Tony não queria, mas eu insisti. Foi o meu preço para continuar me envolvendo nos planos dele. Provavelmente, a última barganha que vou conseguir com Tony, mas… – Reed – ela se afastou um pouco, pegou o rosto dele em suas mãos. Olhou dentro dos seus olhos úmidos e sofridos. – Reed, posso te dizer uma coisa? Uma coisa que talvez deixe você chocado? Ele a fitou e assentiu. – Tony Stark não faz parte deste casamento. Um longo momento de quietude se passou naquele quarto simples nas docas. E, então, Reed Richards riu. Foi um som humano adorável, um som que Sue não escutava havia muito tempo. Ela riu também, depois se aproximou e beijou o marido. Lágrimas se misturavam com gargalhadas, e Sue permitiu que Reed entrasse em seu coração de uma forma que não permitia havia muito tempo. Ela se sentiu, protegida, amada. E muito, muito visível.

ARANHA

– ESTÁ muito seco aqui, querido. Acho que é bom para os meus ossos. Mas sinto falta dos esquilos… – Para, tia May. Por favor. Não quero saber onde você está. – Oh. Claro, Peter. Desculpe. – Não, tia May, eu que peço desculpas. Desculpas por… droga. Espera um minuto. O telefone estalou no ouvido do Homem-Aranha. Ele o afastou do ouvido e sacudiu o fio antigo em espiral. Colocou os pés na parede de tijolo, do terceiro andar, e ajustou o fio que conectava o telefone à caixa de junção. – Peter? Você ainda está aí? – Estou, tia May. Desculpe. Não quis usar meu celular, então estou usando essa geringonça pra quebrar um galho. Um pequeno truque que o Demolidor ensinara para ele: as linhas fixas ainda são mais difíceis de rastrear. – Estou preocupada com você, Peter. Está comendo direito? Tem um lugar para ficar? – Sim, pras duas perguntas. Novo recorde mundial. Mentindo duas vezes pra tia em quatro palavras. – Estou com saudades, tia May. Prometo que as coisas logo vão se acalmar e você vai poder voltar pra casa. – Não estou preocupada comigo, Peter. Mas Mary Jane parece estar no limite. – Posso falar com ela de novo? – Claro. – Espera – Homem-Aranha encostou-se à parede do prédio, se protegendo da brisa fria de outono. – Tia May, você ainda tem orgulho de mim? – Claro que tenho. Principalmente quando você não fala como um garoto bobo. Ele riu. – Ela está aqui, querido. Houve uma pausa na linha, longa o suficiente para o Homem-Aranha achar que a ligação tinha caído. Olhou em volta, para os prédios de cinco e seis andares, velhos e castigados pelo tempo, pontilhados com luzes nas janelas. Os prédios reformados com nomes elegantes, os antigos brownstones com seus aluguéis controlados, as bodegas que nunca fechavam. O Upper West Side fora o local de seu primeiro apartamento, com Harry Osborn. – Peter! A voz dela era como um gole de café quente, relaxante e excitante ao mesmo tempo. Uma lembrança surgiu em sua mente: Mary Jane vindo visitar seu primeiro apartamento, andando cheia de charme, parando para flertar com ele e com Harry. Cabelo ruivo brilhante, batom vermelho ainda mais brilhante, e um sorriso que parecia penetrar nele. Por um momento, ele não conseguiu falar. – Tigrão, o que está acontecendo? Você está aí? – Tô sim, MJ. Tô aqui. – Qual é a situação? Ainda estamos seguras? – Não tenho certeza – ele engoliu em seco. – Você sabe que ofereceram anistia a todos nós… – Eu vi… Você vai aceitar, certo? – Eu… não sei se posso. Outra pausa. – É que… – ele parou, sem palavras. – Passei por tanta coisa com Tony. Pra voltar pra fogueira de novo… eles provavelmente me fariam ir para um campo de treinamento em Montana ou algo do tipo. Mas não é só isso. Eu sou um solitário, você sabe. – Sei sim – a voz dela soou dura, infeliz. – E eu sei que isso afeta você… – Os canais de TV a cabo estão cheios de boatos, Tigrão. Eles estão chamando de os “Vingadores Secretos”. Dizem que tem alguma conexão com o Doutor Estranho. – Não sei deles. Isso era uma meia verdade. Falcão lhe enviara um bilhete, com um endereço em Village que parecia ser a casa do Estranho. Mas Peter não respondera. – Desculpe, MJ. Por tirar você da sua casa, impor a presença da tia May… – Estamos bem, Peter. May se adapta muito mais fácil do que você poderia acreditar. E eu passo metade do ano na estrada, mesmo. Até peguei alguns trabalhos como modelo por aqui – ela riu. – Você sabe, é engraçado. – O quê? – No dia do nosso casamento… quando você não apareceu. Depois, você só falava da coisa terrível que você tinha feito comigo, com a sua tia, com os nossos amigos. Você pediu desculpas tantas vezes, tentou tanto me compensar. Mas você nunca percebeu o que realmente me incomodava. Nunca lhe ocorreu que o que me preocupava, que a coisa que me fazia acordar de madrugada gritando, era o que tinha acontecido com você. Ele piscou. – Como você está, Peter? – Eu… – E não me venha com baboseiras, nem com sua ironia aracnídea. Não está falando com o Professor Octopus. Ele respirou fundo. – Perdi o emprego, MJ. Não tenho casa, nem amigos com quem conversar sem colocá-los em perigo, nenhuma roupa exceto a que estou usando. Os tiras estão novamente atrás de mim, e Jameson lançou uma nova cruzada anti-Homem-Aranha que faz tudo que ele fez antes parecer uma festinha de aniversário de criança. – Cada pedacinho da minha vida normal foi detonado. A não ser vocês, não tenho contato algum com o mundo humano, normal. Estou realmente muito sozinho. – Mas sabe de uma coisa? Eu consigo dormir à noite. – Acho que… é isso que importa. – Algumas coisas são simplesmente erradas, MJ. E alguém tem que lutar pelo que é certo. – Então, não resta mais nada a dizer. – Exceto que… MJ, quero que você saiba que eu sempre… – Guarde isso, Parker. Você vai me dizer isso pessoalmente, em breve – ela respirou fundo. – Só regue os meus benditos tomates, ok? – Todo dia. A linha ficou muda em sua mão. – Prometo – sussurrou ele. Homem-Aranha estendeu a mão e arrancou o fio da caixa de junção. Jogou o telefone três andares abaixo. Passou zunindo por uma mulher, assustando-a, e aterrissou bem no meio de uma lata de lixo pública. – Certeiro – sussurrou ele. Um grito ecoou, fraco no ar gelado. A cinco ou seis quadras dali. Aranha lançou a teia em um poste; suas pernas fortes se contraíram, e então, saltou para o céu. Transeuntes apontaram para cima, cochichando animadamente. E, mais uma vez, como em tantas outras antes, o espetacular Homem-Aranha mergulhou na noite.

AMÉRICA

– EI, Steve. Scrich, scrich. – Steve! Você tá aí? – Estou, Raheem. Estou aqui. – Que que cê tá fazendo? Tô escutando alguma coisa raspando do outro lado da parede. – Desculpe se incomodei você, Raheem. Só estava desenhando. – Desenhando! Na parede? – Isso mesmo. – Você é artista? – Já fui um artista comercial, por um tempo. Fiz muitas coisas. – Hã. – Vou tentar fazer menos barulho. – Não precisa se incomodar, mermão. Qualquer coisa é melhor do que ficar entediado o tempo todo. – Sabe, Raheem, gosto de ter tempo para pensar. – Você é esquisitão mesmo, Steve. É só pedir pra transferirem você pro corredor da morte, aí terá muito tempo. Scrich, scrich, scrich. – Parece giz. Como conseguiu giz aqui? – Um guarda conseguiu pra mim. – Trocou por alguma coisa? – Ele me devia um favor. Coisa antiga. – Um favorzinho. Parece que você está em algum esquema. Scrich, scrich. – Eu só precisava de três cores. – Você não tá bem, Steve. Há quanto tempo tá aqui? – Trinta dias. – Tem certeza? Parece muito mais. Steve Rogers deu um passo para trás, segurando o giz vermelho na mão. A cela era simples: cama, banco, vaso sanitário de metal. Mas a parede à sua frente estava coberta por um meticuloso desenho da bandeira americana. Esticou a mão e acrescentou os toques finais à última listra vermelha. A décima terceira listra. Steve franziu a testa, depois voltou sua atenção para a bandeira desenhada à mão. A parte superior esquerda era um bloco azul. Guardou o giz vermelho e pegou o branco, brincando com ele entre os dedos. No dia seguinte, começaria as estrelas.


FERRO

A armadura do Homem de Ferro estava pendurada no ar, como um espantalho, sustentada por minúsculos anuladores de gravidade. Tony Stark analisou a placa do peitoral, depois franziu a testa para a articulação do ombro direito. – Teste de controlador – disse ele. Ambos os braços levantaram instantaneamente, em perfeita formação. Tony sorriu. No capacete, viu o próprio reflexo. O novo terno Armani tinha um caimento perfeito. As cicatrizes da luta com o Capitão já tinham quase desaparecido, com a ajuda de algumas pequenas, mas caras, cirurgias plásticas. Passou um dedo pelo lábio superior; ainda um pouco inchado, mas o cavanhaque cobria. – Então. Diretor da S.H.I.E.L.D.? Ele se virou, olhando para baixo para as passarelas que se cruzavam formando um ponto central no interior do aeroporta-aviões. Miriam Sharpe, a mulher que perdera o filho em Stamford, caminhou cuidadosamente até ele, olhando em volta para os técnicos e operários ocupados nas estações de trabalho logo abaixo. Maria Hill a seguia, de cabeça baixa. Tony sorriu, estendeu a mão para a Sra. Sharpe. – Por que não? Faz todo o sentido. Tenho contatos tanto no governo como na comunidade super-humana, e agora que Nick Fury não está mais aqui… – Tony levantou o olhar, e se virou para Hill. – Poderia trazer dois cafés, por favor, Diretora em Exercício? Creme e muito açúcar? Hill lançou-lhe um olhar capaz de derrubar aviões. Virou e se afastou com passos pesados. – Tenho algo para você – Tony remexeu no bolso no paletó, tirou um pequeno boneco do Homem de Ferro. – O brinquedo do seu filho. Sharpe franziu a testa. – Eu dei ele para você. – E me ajudou mais do que você pode imaginar. Mas não preciso mais. Com um sorriso tímido, ela pegou o brinquedo. Agarrou-se a ele, como a uma velha lembrança. – Com licença, Diretor? Três agentes da S.H.I.E.L.D. vieram em sua direção, carregando uma enorme placa de metal e uma lata de selante. – Estamos apenas consertando os últimos danos causados pelo… você sabe. Pequeno ataque de raiva do Capitão América – o agente assentiu ao passar pela armadura de Tony que pairava no ar, próxima à parede. Um remendo sem cor chamava a atenção como se fosse uma ferida. Tony estalou os dedos, e a armadura veio pras suas mãos. Ele a dobrou rapidamente dentro da maleta. – Vamos deixar os homens trabalharem. Ele tomou Sharpe pelo braço e a acompanhou, descendo o pequeno lance de escadas. – Você ganhou a guerra – parabenizou ela. – Verdade, e agora temos que conquistar a paz. Quero que todo mundo compreenda, que todos se animem com essa nova forma de trabalhar. A porta de um elevador se abriu. Ele a conduziu para dentro e apertou um botão. O elevador desceu, tão rápido que Tony sentiu seu estômago revirar. – Você ficou sabendo que o estado do Colorado solicitou que os Thunderbolts fossem sua equipe oficial? Ela sorriu. – Fiquei sabendo que você teve de demitir uns malucos. – Ainda assim, é um enorme passo. Dar aos criminosos uma segunda chance… é algo que sempre tentei fazer. A porta do elevador se abriu. Um corredor estreito levava a uma série de janelas, brilhando com o sol do meio-dia. – Você sabe por que chamamos a prisão de Número 42? – perguntou ele. – Não. – Porque foi a ideia número 42 entre cem que Reed e eu anotamos, na noite em que seu filho morreu. Cem ideias para um mundo mais seguro, e nós não estamos nem no número cinquenta ainda. Não é excitante? No final do corredor, uma sala se abria para uma bolha de observação multifacetada, com chão curvado e transparente. Eles estavam embaixo do aeroporta-aviões; a luz do sol entrava, o vidro a refletia em todas as direções. – Fazer uma limpeza na S.H.I.E.L.D. – continuou Tony – é a ideia 43. Acredite em mim, a comunidade de super-heróis acabou de encontrar o melhor amigo que poderia ter. Você acha que eu deixaria qualquer outra pessoa guardar os segredos dos meus amigos? Sharpe virou-se. Olhou para o boneco do Homem de Ferro em sua mão. – Você é um bom homem, Tony Stark – uma lágrima escorreu do olho dela. – Você arriscou tudo para dar às pessoas heróis em que elas pudessem novamente confiar. Ele sorriu, sentindo uma onda de orgulho. – Eu não poderia fazer nada diferente. – Acredito em você. Este é o começo de algo maravilhoso. Tony debruçou-se na grade, olhou através do vidro a cidade de Nova York logo abaixo. Estabelecida ali como um reino mágico, madura e promissora. A luz do sol cintilava, clara e brilhante, em seus orgulhosos arranha-céus. Não havia nenhuma nuvem. – O melhor ainda está por vir, querida – quando ele levantou o olhar, havia aço em seus olhos. – Isso é uma promessa. FIM

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