quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016
SD 99 : NICOLAE O ANTICRISTO CHEGA AO PODER
P R Ó L O G O
O Que Aconteceu Antes...
Os desaparecimentos em massa ocorreram há quase dois anos. Em apenas um momento, milhões de pessoas de todas as partes do mundo desapareceram, deixando para trás roupas e tudo o que era material. O capitão Rayford Steele, piloto de avião, estava conduzindo um jumbo de volta a Chicago, tendo a bordo 300 passageiros mais a tripulação, todos cheios de temor. No momento da decolagem a aeronave estava lotada, mas, de repente, mais de 100 lugares ϐicaram vazios, sobrando ali apenas roupas, jóias, óculos, sapatos e meias. Steele perdeu a esposa e um ϐilho de 12 anos durante os desaparecimentos. Ele e sua ϐilha Chloe, que frequentava a faculdade, foram deixados para trás. Cameron "Buck" Williams, articulista sénior de uma revista semanal, estava entre os passageiros do avião pilotado por Rayford. Assim como o piloto, ele também empreendeu uma luta frenética em busca da verdade. Rayford, Chloe e Buck, mais o seu mentor — o jovem pastor Bruce Barnes — tornaram-se crentes em Cristo e formaram um grupo ao qual deram o nome de Comando Tribulação. Eles estavam determinados a lutar contra o novo lıd́ er mundial, Nicolae Carpathia, da Roménia, que se tornou chefe da Organização das Nações Unidas quase que do dia para a noite. Enquanto Carpathia fascina o mundo com seu charme, o Comando Tribulação passa a acreditar que ele é o anticristo. No decorrer de uma série de circunstâncias estranhas, Rayford e Buck tornam-se funcionários de Carpathia — Rayford como seu piloto; Buck como editor do Semanário Comunidade Global. Carpathia sabe que Rayford e sua nova esposa, Amanda, são crentes, mas desconhece a nova fé de Buck e seu relacionamento com o casal. O Comando Tribulação programa uma reunião em Chicago. Rayford conduz o potentado da Comunidade Global.Nicolae Carpathia, de avião desde a Nova Babilónia até Washington D.C. (com Amanda a bordo). Ao tomar conhecimento de uma conspiração, Carpathia divulga um itinerário complicado e conflitante para dificultar sua localização. Nesse ıń terim, Rayford levou Amanda a bordo do Comunidade Global Um até Chicago para o encontro que teriam com Buck, Chloe e Bruce. Eles ϐicam sabendo que Bruce está internado em um hospital, mas, enquanto se dirigem para lá a ϐim de visitá-lo, irrompe uma guerra mundial. As facções da milıć ia norte-americana, sob a liderança clandestina do presidente Gerald Fitzhugh, cujo poder Carpathia enfraquecera, juntam forças com a União das Nações Britânicas e com o antigo Estado soberano do Egito, agora parte do recém-organizado Estado Democrático do Oriente Médio. As forças da milícia da costa leste dos Estados Unidos haviam atacado Washington, agora transformada em ruínas. O hotel em que Carpathia se hospedaria desabou, e ele é resgatado ileso. Em represália, as forças aéreas da Comunidade Global atacam a antiga base Nike na região suburbana de Chicago, onde se localiza o hospital em que Barnes se encontra por ter sido atacado por um vıŕ us mortal. Um ataque à Nova Babilónia é rapidamente debelado, e Londres é bombardeada pelas forças da Comunidade Global em retaliação ao conluio entre a Inglaterra e a milícia norte-americana. Durante todos esses acontecimentos, Rayford pede a seu ex-chefe, Earl Halliday, que pilote o Comunidade Global Um até Nova York, onde Rayford supostamente se encontraria com Carpathia. Mas, quando as forças da Comunidade Global se reúnem em Nova York, Rayford teme ter enviado seu velho amigo para a morte. Rayford, Amanda, Buck e Chloe tentam freneticamente visitar Bruce, o amigo enfermo, no Hospital da Comunidade Noroeste, localizado em Arlington Heights, Illinois, quando ouvem pelo rádio um pronunciamento ao vivo do potentado da Comunidade Global: "Leais cidadãos da Comunidade Global, dirijo-me a vocês neste dia com o coração quebrantado, sem ao menos poder dizer-lhes de onde estou falando. Temos trabalhado há mais de um ano para congregar esta Comunidade Global sob a bandeira da paz e da harmonia. Hoje, lamentavelmente, soubemos outra vez que ainda existem pessoas entre nós que desejam a nossa desunião. "Não é segredo que sou, tenho sido e sempre serei um paciϐista. Não acredito em guerra. Não acredito em armamento s. Não acredito em derramamento de sangue. Por outro lado, sinto-me responsável por você, meu irmão ou minha irmã desta aldeia global. "As forças paciϐicadoras da Comunidade Global já subjugaram a resistência. Lamento muito a morte de civis inocentes, mas prometo solenemente que todos os inimigos da paz terão julgamento imediato. A bela capital dos Estados Unidos da América do Norte foi devastada, e vocês ouvirão mais notıć ias de destruição e morte. Nosso objetivo continua sendo a paz e a reconstrução. Estarei de volta aos escritórios da Nova Babilónia no devido tempo e me comunicarei com vocês com frequência. "Acima de tudo, não tenham medo. Conϐiem que nenhuma ameaça à tranquilidade mundial será tolerada. Nenhum inimigo da paz sobreviverá." Enquanto Rayford procurava um caminho que o levasse próximo ao Hospital da Comunidade Noroeste, o correspondente da CNN/Rede Comunidade Global voltou a falar. "E uma notıć ia de última hora: as forças militares da Comunidade anti-Global ameaçaram dar inıć io a uma guerra nuclear sobre Nova York, principalmente sobre o Aeroporto Internacional Kennedy. Os civis estão fugindo daquela área e causando um dos piores congestionamentos de tráfego e de pedestres da história de Nova York. As forças paciϐicadoras da Comunidade Global dizem que têm condições e tecnologia para interceptar mıś seis, mas estão preocupadas com os danos que serão causados às áreas mais afastadas. "E agora uma notıć ia de Londres: Uma bomba de cem megatons destruiu o aeroporto de Heathrow, e a precipitação radioativa ameaça a população que vive a quilómetros de distância. Aparentemente a bomba foi atirada pelas forças paciϐicadoras após a descoberta de um contrabando de bombardeiros egıṕ cios e ingleses que estavam agrupados numa pista aérea militar perto de Heathrow. As notıć ias dão conta de que os navios de guerra, que foram abatidos pelo ar, estavam equipados com armamentos nucleares e a caminho de Bagdá e da Nova Babilónia." — É o fim do mundo — murmurou Chloe. — Que Deus os ajude. Rayford continuava tentando desesperadamente encontrar o hospital onde estava Bruce. Uma transeunte lhe disse que o Hospital da Comunidade Noroeste ϐicava "logo depois daquele campo, naquela elevação. Mas não sei se vocês vão conseguir chegar perto do que restou dele". — O hospital foi atingido? — Se foi atingido? Senhor, ele ϐica perto da estrada e do outro lado da rua da antiga base Nike. Quase todos acham que ele foi atingido em primeiro lugar. O coração de Rayford angustiou-se quando ele chegou à elevação e viu o hospital. Estava quase em ruínas. — Alto lá! — gritou um guarda de segurança. — Esta é uma área restrita! — Tenho autorização para passar! — gritou Rayford, exibindo sua carteira com a credencial. Ao chegar perto de Rayford, o guarda pegou a carteira e analisou a credencial, comparando a foto com o rosto de Rayford. — Puxa! Autorização nível 2-A. Você trabalha diretamente para Carpathia? Rayford assentiu e caminhou em direção ao que havia sido a frente do hospital. Os corpos estavam colocados um ao lado do outro e cobertos. — Há sobreviventes? — perguntou Rayford a um atendente do pronto-socorro. — Ouvimos vozes — respondeu o atendente. — Mas ainda não conseguimos resgatar ninguém. — Ajude ou saia do caminho — disse asperamente uma mulher corpulenta ao passar esbarrando em Rayford. — Estou à procura de Bruce Barnes — disse Rayíord. A mulher consultou uma prancha contendo uma lista de nomes. — Dê uma olhada ali — ela disse, apontando para seis corpos. — Parente seu? — Mais que um irmão. — O senhor quer que eu verifique? O rosto de Rayford contorceu-se e ele mal conseguiu falar. — Ficaria muito agradecido. Ela ajoelhou-se ao lado de cada corpo para veriϐicar, enquanto um soluço brotava na garganta de Rayford. Quando se aproximou do quarto corpo e começou a levantar o lençol, ela hesitou e veriϐicou o nome escrito no bracelete. Olhou para Rayford, e ele entendeu. As lágrimas começaram a rolar por seu rosto. A mulher afastou lentamente o lençol, mostrando Bruce, de olhos abertos, sem vida. Rayford tentou manter a calma, sentindo um aperto no peito. Estendeu a mão para fechar os olhos de Bruce, mas a mulher disse: — Não posso permitir que o senhor faça isto. — Você poderia verificar a pulsação? perguntou Rayford. — Oh, senhor — ela disse com voz comovida — eles sótrazem aqui para fora os que estão mortos. — Por favor — murmurou Rayford, agora em prantos. — Faça isso por mim. Enquanto Rayford permanecia em pé e com as mãos no rosto, no burburinho do inıć io de tarde daquela região suburbana de Chicago, a mulher desconhecida colocou o polegar e o indicador sob a mandíbula do pastor. Sem olhar para Rayford, ela tirou a mão, cobriu novamente a cabeça de Bruce Barnes com o lençol e voltou ao seu trabalho. Rayford abaixou-se e ajoelhou-se no chão enlameado. O som das sirenes ecoava ao longe, luzes de emergência piscavam à volta dele, e sua famıĺia o aguardava a menos de um quilómetro de distância. Agora só haviam sobrado ele e os outros três. Não havia mais o mestre. Não havia mais o mentor. Só eles quatro. Enquanto se levantava e descia penosamente a elevação para dar a terrıv́ el notıć ia, Rayford ouviu o Sistema Transmissor de Emergência ligado em todos os carros pelos quais passava. Washington fora arrasada. Heathrow não mais existia. Houve mortes no deserto egípcio e nos céus de Londres. Nova York estava em estado de alerta. O Cavalo Vermelho do Apocalipse estava entrando em ação.
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