PARCEIROS EM PERIGO
FELIZMENTE,MARYJANE havia conseguido convencer tia May de que ela seria mais útil
em casa, fazendo do lugar uma espécie de “centro de comando”, em vez de
participar da busca pela cidade. Era mais fácil para MJ se concentrar no radararanha
(radar-rastreador?) sem ter que também ficar cuidando de tia May.
Mas depois de um tempo, ela começou a desejar que tia May estivesse ali
para lhe fazer companhia. Era um trabalho entediante dirigir pela cidade e
procurar em vão por um ponto luminoso no radar. Além disso, ela nem tinha como
ter certeza de que, se captasse o sinal de rastreador, seria do mesmo que Peter
estaria seguindo. Ela não sabia por quanto tempo a máquina continuaria a
transmitir, e Peter sempre os usava sem dó (e ela que tinha a fama de reclamar
quando chegavam as contas mensais); como saber quantos outros rastreadores de
casos antigos poderiam estar espalhados pela cidade?
Depois de horas de busca, porém, ela não havia encontrado nada. Nenhum
ponto luminoso. Ela já havia atravessado a Ilha de Manhattan de cima a baixo,
estava agora investigando o Queens, e estava prestes a descartar o bairro e
seguir para o Brooklyn. Ou então desistir de tudo.
– Isso é idiota – ela disse para o carro vazio. – Nunca vou encontrar nada
desse jeito. O que eu tinha na cabeça? – Talvez ela precisasse estar no alto de
algum telhado para captar um sinal claro. Peter não havia projetado aquele troço
para buscas no chão. – Ahh, só agora que eu penso nisso!
Ela notou que o motorista do carro ao lado estava olhando para ela. Ah,
ótimo. Peguei a mania do Peter de falar sozinho. Aquele cara deve achar que estou
tagarelando no fone do celular enquanto dirijo e está prestes a me denunciar para a
polícia. Ou, talvez, ela pensou, olhando para a vizinhança perigosa, ele seja mais
um fã obcecado que quer me levar para casa e me trancar no armário. Ela enfiou
uma mão na bolsa e segurou os contornos reconfortantes da arma de choque.
Na mesma hora, seu celular tocou e ela se assustou. Ao olhar, viu que era tia
May ligando. Dane-se, vou correr o risco, ela pensou, e atendeu ao telefone,
olhando acanhada para o outro motorista que, felizmente, estava de olho na
estrada (pelo menos um deles estava).
– Nada ainda, tia May – ela disse.
– Não foi por isso que eu liguei, Mary Jane. Acabei de ver na TV… está
acontecendo uma invasão na prisão em Ryker’s Island! Os helicópteros do jornal
estão mostrando agora. Parece que tem muitas geringonças mecânicas envolvidas. E
falaram que o Sr. Jameson também está lá!
Ela soltou um suspiro grave.
– Então é lá que Peter vai estar. Bem no centro da… – Ela se conteve, sem
querer preocupar tia May, ou ela mesma, ainda mais. – Certo. Estou a caminho.
– Tem certeza, querida? É perigoso!
– Meu marido precisa de mim, May. Eu vou.
Uma pausa.
– Claro, querida – tia May disse, completamente compreensiva. – Tome
cuidado.
MJ desligou o celular e sorriu.
– Por que começar agora?
• • • •
Homem-Aranha carregou Jameson pela ponte até o continente, atirando-o sobre
os ombros como um bombeiro apesar dos protestos do dono do Clarim.
– Do que você está reclamando? – Aranha perguntou. – E eu, que preciso
olhar para a sua bunda a viagem inteira? Pelo menos, ela é mais bonita do que a
sua cara.
Logo ficou claro que os robôs não estavam indo atrás deles, mas Aranha se
apressou em voltar à terra firme e para os prédios por onde podia se balançar.
Quando encontraram um beco silencioso para descansar, ele colocou o dono do
jornal no chão.
– Já não era sem tempo! – Jameson berrou. – Enquanto isso, você deixa
aquela pilha gigante fugir com aqueles brinquedos assassinos!
– Ei, eu não tinha muita escolha! Ele fez alguma coisa com meu sentidoaranha!
Jameson cravou os olhos nele.
– Como assim?
– É como eu sei quando tem perigo.
– Disso eu sei, cabeça oca! Estou perguntando o que ele fez com seu sentido?
– Não sei direito. Mas de alguma forma ele adquiriu a habilidade de controlar
meu sentido. De me fazer sentir perigo quanto não tem e não sentir quando tem.
É… é por isso que eu tinha tanta certeza de que você era o vilão da história – ele
continuou, encabulado. – Meu sentido de perigo estava ficando maluco sempre
que você estava por perto.
– Quer dizer que ele nem sempre ativa perto de mim?
– Por incrível que pareça, não. Nunca ativou antes. Nem quando você estava
querendo me pegar.
– Humpf. Isso me magoa. – Jameson olhou para ele. – Então você não estava
sentindo o perigo na prisão? E por isso fugiu? Porque não tinha a vantagem que
lhe permite trapacear, e não consegue aguentar uma luta justa?
– Ei! Era você quem dez minutos atrás estava dizendo que não devíamos
brigar mais.
– Escuta, se for para ficarmos do mesmo lado, preciso saber se posso confiar
em você! Se você sair correndo toda vez em que tiver um problema…
– Ei, eu salvei você primeiro, não salvei?
Jameson ficou mais humilde.
– É, acho que sim.
– E eu não sou o Super-Homem, sabe. Nem consigo desviar de balas ou… ou
lança-chamas se não sentir que vão atirar antes.
– Certo, certo! Então, o Electro encontrou um jeito de estragar seu “sentidoaranha”…
maldito nome idiota, se você quer saber…
– Não quero.
– E é isso que tem feito você agir como um vândalo psicótico mais do que de
costume.
Ele corou sob a máscara.
– É, mais ou menos isso.
– Então por que diabos você foi se vangloriar desse poder para os bandidos,
seu babuíno com cérebro de inseto? Se eu tivesse uma vantagem dessas, não
sairia falando para as pessoas!
– Ei, eu ainda estava no ensino médio, tá? Me dá uma folga!
– Humpf. Acho que isso explica o nome babaca e as roupas ridículas.
Aranha até chegou a rir.
– É, meio que sim.
– Então por que você nunca cresceu?
– Bom, é uma história longa; envolve um pirata, um crocodilo e uma fadinha.
– A calça justa faz muito mais sentido agora.
Para sua própria surpresa, Aranha começou a gargalhar incontrolavelmente e,
para sua surpresa ainda maior, Jonah também começou a rir um segundo depois.
A reação deles era mais do que exagerada em relação à graça real da piada, mas
era um alívio de que os dois estavam precisando. Aranha percebeu que vinha
sentindo falta desse tipo de discussão com JJJ, em que nada estava em jogo. Era
pura nostalgia.
– Enfim – ele disse, finalmente, ainda rindo um pouco –, quando me dei conta
de que devia parar de explicar meus poderes para os bandidos, o mal já tinha sido
feito. Todos os meus inimigos mais antigos sabem do que eu sou capaz. E Electro é
um deles.
– Eu lembro – Jameson disse, pesaroso, sem dúvida relembrando os
acontecimentos em torno do primeiro ataque de Electro, quando Jameson colocou
sua reputação em jogo alegando que Electro era, na verdade, Homem-Aranha
disfarçado, e então precisou se contradizer quando viu os dois lutando em público.
Mas Peter tinha ajudado falsificando as fotos que apoiavam a acusação de
Jameson. Na época, ele estava tão desesperado por dinheiro, que estava disposto
até a incriminar seu próprio alter ego.
– Aliás, o que fez você ir ver Dillon na prisão?
Jameson explicou o rastro de pistas que o levara para Electro: a série de
roubos de alta tecnologia, o corpo de Stanley Richardson, e assim por diante.
– E você começou a perceber que eu não tinha como estar por trás disso? –
Homem-Aranha perguntou.
– Eu ainda tinha minhas dúvidas – rebateu Jameson. – Mas, quando Electro
confessou que você estava envolvido… deu para ver que ele estava mentindo.
Tentando lançar suspeitas sobre você.
– Pra te distrair. Assim como me distraiu. Mas do quê?
– Da construção daqueles robôs assassinos, acho. Ou talvez de alguma coisa
maior ainda. Foram roubadas muito mais peças do que tem naqueles robôs.
– Mas como Max Dillon poderia estar por trás de tudo isso? Ele sempre teve
um intelecto de baixa potência.
– Talvez ele tenha recebido ajuda. Como daquele tal de Phineas Mason.
– O Consertador.
– Isso, eu fui interrogar esse homem. Muito frio, ele. Não cedia a nada.
Parecia que ele mesmo era um robô.
Aranha riu.
– Bem, na verdade…
Jameson o fitou.
– Ele era? Então deve fazer parte disso!
– É difícil saber, na verdade – Aranha discordou. – Vasculhei a memória do
robô, e não tinha nenhum sinal de um encontro com Electro ou outro cúmplice
conhecido. O único rosto que reconheci foi o seu. Acho que deve ser de quando
você o interrogou.
Jonah fez uma careta, entendendo a indireta quando Aranha inclinou a
cabeça.
– E você achou que era prova de que a gente estava mancomunado.
– Mancomunadíssimos.
– Até parece.
– Não enche. Se eu não tivesse seguido essa pista falsa, não teria ido até a
Ryker’s atrás de você.
– Então o robô do Consertador…
– Devia estar fazendo só o que me falou, vigiando a loja de Mason enquanto
o verdadeiro se esconde. Talvez Mason esteja envolvido nessa ou talvez só esteja
de férias. Não estou disposto a tirar conclusões precipitadas agora.
– Pois é… acho que entendo o que você está falando.
Aranha sorriu por trás da máscara. Essa frase era o mais próximo de
humildade que ele já tinha visto em J. Jonah Jameson, e ele queria aproveitar
enquanto durasse.
– Mas Mason pode esperar. Precisamos descobrir o plano de Electro. – Ele
balançou a cabeça. – Ainda não entendo como ele pôde planejar uma coisa desse
porte.
Jameson ficou pensativo.
– Sabe, ele pode ser mais inteligente do que parece. Ou então…
– Ou então o quê?
– O que eu quero dizer é que ele… muda. – Jonah contou sobre a entrevista
na prisão, sobre como Dillon tinha ficado confuso e esquecido, e então, de
repente, passou por uma mudança de personalidade, tornando-se frio, perverso e
ameaçador. Ele contou sobre as outras anormalidades no comportamento de
Dillon, como os transes, que muitas vezes pareciam corresponder a um roubo ou
ataque de robô. Falou da confusão em relação aos últimos meses, os aparentes
lapsos de memória e seu esforço para lembrar de onde tinha vindo a ideia de seus
novos poderes e seu novo interesse por robôs. – Tive a impressão de que Dillon
estava prestes a falar alguma coisa de que tinha lembrado e… algo o deteve.
Quase como se ele fosse duas pessoas diferentes. – Ele franziu a testa. – Ei. Você
está pensando o mesmo que eu?
– Acho que sim, Jonah. Mas acho que o Doutor Octopus não usa o mesmo
número que o Electro.
Jameson olhou feio para ele.
– Chega de palhaçada por enquanto, faz favor? O que eu quero dizer é: e se
Dillon tem dupla personalidade?
Homem-Aranha franziu a testa.
– Sei não. Olha, o que Dillon estava tentando dizer antes de mudar?
– Ele tinha lembrado de alguma coisa sobre quando essas ideias novas lhe
passaram pela cabeça. Ele disse que aconteceu na Broadway.
– O que aconteceu?
– Ele não disse. Só falou que o atingiram como um raio.
– Mais alguma coisa? – ele insistiu.
– Não me pressiona! – Jonah tirou o bloco de notas do bolso e folheou. –
Sim… sim, ele disse: “Começou onde tudo terminou”.
O queixo do Aranha caiu. As peças estavam se encaixando.
– Meu Deus… não pode ser.
– Não pode ser o quê? Você sabe o que está acontecendo?
– Tomara que eu esteja errado. Mas se eu estiver certo, estamos todos em
grande perigo.
– Por quê?
– Não tenho tempo para explicar. – Outra peça estava começando a se
encaixar. Algo que ele tinha lido num artigo científico. – Você mencionou que as
partes roubadas incluíam sistemas de prototipagem rápida e extratores
carbotérmicos?
– Hmm, sim, acho que sim. – Jameson folheou o bloco de notas e mostrou a
página relevante para Aranha. O resultado da soma de tudo que havia naquela
lista era horrível demais de contemplar.
– Isso é muito, muito ruim. Precisamos encontrar Electro o mais rápido
possível! – Aranha se levantou com um salto, voltando-se para a frente do beco.
Jameson o deteve.
– Como? Ele pode estar em qualquer lugar agora!
– Estou com um rastreador no robô dele. Mas preciso saber onde começar a
procurar. – Ele pegou o bloco de notas novamente. – Aquele guarda. Richardson,
não é?
– Sim.
– Onde o corpo dele apareceu?
– Staten Island. Na costa noroeste.
– Significa que o corpo dele deve ter sido jogado na divisória entre o Passaic e
o Hackensack.
– Por que não na Baía de Jersey?
– Demorou demais para o corpo aparecer. Deve ter vindo de longe, contra a
corrente.
Jameson estreitou os olhos.
– Me preocupa que você tenha tanto conhecimento à sua disposição.
– É só geografia do ensino médio e bom senso. Olha, preciso correr, Jonah.
Consigo chegar lá mais rápido sem você.
– O que você pode fazer? Com ele controlando seu sentido de perigo, você
vai ser morto com todas as suas palavrinhas bonitas. Melhor deixar as
autoridades cuidarem isso!
– Talvez agora eu precise fazer isso mesmo. Mas preciso encontrar Electro
antes. Quando eu localizar o rastreador, ligo para você e digo para onde mandar
a Guarda Nacional, os Vingadores, quem você conseguir… – Ele parou, dando um
tapa na testa. – Idiota!
– De qual idiotice sua em particular estamos falando agora?
Ele ignorou a ironia.
– Meus rastreadores trabalham em conjunto com meu sentido-aranha. E não
estou sentindo nenhum formigamento normal desde a luta. – Além disso, ele não
estava sentindo o rastreador no casaco de Jameson, embora achasse melhor não
revelar esse ponto. – Acho que Electro desligou meu sentido por completo.
O rosto de Jameson esmoreceu.
– Então estamos liquidados! – ele disse, conseguindo fazer soar como se tudo
fosse culpa do Aranha.
– Sem meu sentido-aranha, não sei como posso…
Aranha parou. Seus olhos se arregalaram e, mesmo sem pensar, ele ficou
contente porque Jonah não podia ver seus olhos através da máscara. Pois, no fim
do beco, atrás de Jonah, estava exatamente aquilo de que o Homem-Aranha
precisava.
Seu velho radar-aranha.
Diante de seus olhos, uma mão feminina, esbelta, elegante e que ele conhecia
muito bem acenava para ele.
– Que foi? – Jonah perguntou.
– Vamos apenas dizer que eu tenho um anjo da guarda – ele disse. – Vamos
voltar para o plano A, é tudo que você precisa saber. – Ele foi empurrando
Jameson em direção à outra saída da viela, impedindo que ele visse a mão que
estava agora fora de vista. – Você volta para o Clarim, onde é seguro, e eu ligo
quando tiver uma localização.
– Mas eu quero saber…
– Você vai saber. Logo. Vai vender milhões de jornais. – Isso colocou o brilho
esperado nos olhos de Jonah, silenciando suas dúvidas. Ele saiu às pressas, tirando
o telefone do bolso enquanto corria, provavelmente a fim de ligar para o
escritório e pedir que parassem as máquinas.
Então, Aranha deu meia-volta e correu para MJ, que lançou os braços em
torno dele.
– Se segura – ele disse. Um fio de teia e um momento depois, eles estavam a
sós no terraço de um prédio, e ele tirou a máscara e a beijou intensamente. – MJ,
tenho um monte de coisa para dizer a você… Me desculpa, eu tenho sido um
babaca, mas não tenho tempo agora…
– Tudo bem, eu te perdoo. – Ela deu um passo para trás, recompondo-se. – Eu
ouvi parte da história. Electro fez alguma coisa com seu sentido-aranha?
– Sim, não sei o quê. Primeiro achei que ele estivesse influenciando a
atividade elétrica dos meus nervos, mas não pode ser isso porque está
acontecendo mesmo quando ele não está por perto. E isso está muito ativo, muito
inteligente… acho que deve ser alguma coisa dentro de mim, alguma coisa que
permite que ele acione ou suprima meu sentido-aranha a distância. Se ao menos
eu conseguisse descobrir onde está…
– Quando começou?
– Eu senti pela primeira vez na entrevista coletiva, depois da luta com o robô
cortador. Mas essa foi a primeira vez em que fiquei perto de Jonah desde o
primeiro ataque dos robôs. Pode ter acontecido em qualquer um dos dois.
Mary Jane pareceu pensativa, e passou a mão na nuca dele. Ela deu a volta
para ficar atrás dele e puxou a gola do seu uniforme para baixo.
– Essa cicatriz… você a conseguiu depois da luta com os robôs naquele dia.
– Isso mesmo. Faltou pouco para um deles fazer uma cirurgia de coluna ilegal
em mim.
– Acho que você está mais certo do que pensa, Peter. Eu notei essa cicatriz
dias atrás porque ela não cicatrizou tão rápido quanto as outras. Não tinha
pensado muito nisso até agora.
Com os olhos arregalados, ele estendeu a mão para trás e apalpou a cicatriz.
– Acho que tem alguma coisa embaixo dela. – Ele franziu a testa. – Isso não é
nada bom, MJ. Eu poderia bater com força e quebrá-lo. Mas tão perto do tronco
encefálico… não sei se posso correr esse risco.
– A gente precisa levar você para ver Reed Richards – ela disse. – Ele pode
operar…
– Não há tempo. Se eu não detiver Electro, ou aquilo que ele se tornou, o
mundo pode estar em perigo.
– O que ele se tornou?
– Depois eu explico. – Ele pegou o radar da mão dela. – Ideia genial trazer
isso. Como você me encontrou? Claro, você seguiu o rastreador do Jameson!
– Isso. E obrigada. Ah! Antes que eu esqueça… trouxe outro presente para
você também. – Ela enfiou a mão no bolso e tirou um punhado de cartuchos de
teia.
– Ótimo! Eu tenho a esposa perfeita. – Depois de recarregar os disparadores
de teia, ele ergueu a mão e acariciou o cabelo vermelho dela. – Obrigado por me
encontrar, MJ. Por continuar comigo apesar de tudo.
– Ei. – Ela segurou sua mão e acariciou os contornos da aliança embaixo da
luva. – Na alegria e na tristeza, bobão. Esse é o acordo.
– Eu estaria perdido sem você. – Ele deu mais um beijo rápido e intenso nela
antes de recolocar a máscara. – Eu te amo.
– Eu também. – Ele se virou para ir. – Ei! Me dá uma carona até o meu carro?
– Ah. Desculpa.

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