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sábado, 30 de janeiro de 2016

SD 41

2 de maio de 1788

Para manter as aparências, voltei à escola, onde eu era um grande mistério a minhas colegas de turma, as quais foram informadas de que eu tinha sido segregada por motivos disciplinares. Naqueles últimos meses, eu seria a aluna mais comentada da escola, objeto de mais boatos e falatório do que me importa mencionar: ouvi o boato de que eu havia me envolvido com um cavalheiro de má reputação (falso); que eu tinha dado à luz (falso); ou que tinha partido para passar minhas noites jogando nos bares das docas (ora, sim, fiz isso, uma ou duas vezes). Nenhuma delas adivinhou que eu estivera tentando localizar um homem que um dia fora contratado para matar a mim e mamãe; que havia retornado com um Sr. Weatherall ferido e uma Hélène devotada e que agora nós três morávamos no chalé do jardineiro com Jacques. Não, ninguém jamais adivinhara isto. Li as cartas de Haytham Kenway mais uma vez e então, um dia, escrevi a Jennifer Scott. Contei-lhe o quanto eu lamentava. E me “apresentei”, falando-lhe de minha vida em casa, de Arno, meu amado, e de como eu deveria afastá-lo dos Assassinos e trazê-lo para os Templários. E naturalmente discuti as cartas de Haytham e mencionei como as palavras dele me comoveram. Disse-lhe que faria tudo que pudesse para promover a paz entre nossas duas doutrinas, porque Jennifer tinha razão e Haytham também: houve mortes demais e isso precisava parar.

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