13 de abril de 1778
i
Quero que ela melhore. Que haja um dia em que o sol brilhe e as criadas entrem para
abrir as cortinas, encontrando-a sentada na cama, “sentindo-se renovada”.
Quero que o sol que entra em meio às cortinas abra caminho pelos corredores de
nossa casa escurecida e afugente as sombras tomadas de tristeza à espreita, que toque meu
pai, que o restaure e o traga de volta a mim. Quero ouvir canções e risadas na cozinha
outra vez. Um fim a esta tristeza contida, e que meu sorriso seja verdadeiro, e não mais
que mascare a dor que me agita por dentro.
E, sobretudo, quero minha mãe de volta. Minha mãe, minha mestra, minha mentora.
Não apenas quero, preciso dela. Em todos os momentos de todos os dias pergunto-me
como seria a vida sem ela e nem consigo imaginar, não sou capaz de conceber a vida sem
ela.
Quero que ela melhore.
ii
E então, depois naquele mesmo ano, conheci Arno.

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